quinta-feira, 29 de junho de 2023

A SUBSCRIÇÃO AOS PADRÕES DE WESTMISNTER

 A SUBSCRIÇÃO AOS PADRÕES DE WESTMISNTER

Rev. João França.

Introdução:

Nos dias atuais vivemos uma crise sem precedentes nas igrejas ditas herdeiras da Reforma Protestante. No limiar que se anuncia os quinhentos e cinco anos da chamada Reforma Protestante vemos a erosão da fé acontecer; igrejas que tem negado a importância de credos e confissões.

Alguns anos atrás houve o movimento do “nenhum Credo senão Cristo!”[1] Esta declaração argumentava que não havia necessidade de nenhum credo formal para representar, apontar ou explicar o Cristianismo. Tal movimento proponha uma ruptura radical com o passado. Onde cada individuo, comunidade religiosa ou mesmo igreja estava debaixo de um único lema (credo?)  que sempre a principio parece piedoso, mas no fundo é danoso.

Por que sustentar um credo que não precisa ser formalizado é perigoso? A resposta mais óbvia para isto está no fato de que forma-se credos particulares individualistas e sujeitos a tirania do tempo mutável ou da nova onda teológica. Igrejas que não possuem um credo, uma confissão uma declaração formal de fé são berços e ninhos para a heresia que, por muitas vezes, afrontam a própria Palavra de Deus; e, este veneno vem embalado com o rótulo de uma visão nova, uma nova perspectiva de encarar o ensino cristão, mas quando se examina de perto, por vezes, se trata de uma velha heresia. Esta pergunta advém de uma concepção totalmente pluralista e anti-confessional conforme percebemos em nossa época. Por que estamos vivendo tal crise dentro de nossa Igreja?

Porque vivemos num tempo de alta indefinição teológica um tempo onde vale a privatização das convicções. Isto quer dizer que muitas pessoas não tem compromisso com alguma coisa escrita à qual elas prestam lealdade. As pessoas querem ter as suas próprias convicções pessoais, sem darem qualquer atenção ao que foi escrito no passado pelos nossos Pais na Fé[2].

 Este é um perigo enfrentado pelas igrejas que possuem uma confissão de Fé. Pois, esta ‘indefinição’ ,conforme nos alerta o professor Heber Carlos de Campos, tem entrado dentro de nossa Igreja e minado a autoridade do sistema confessional da Igreja. Ano após ano candidatos ao Sagrado Ministério da Palavra se enfileiram nas reuniões conciliares do nossos presbitérios (denominação Presbiteriana) e juram fidelidade aos Símbolos de Fé de nossa Igreja Presbiteriana do Brasil; todavia, eles quebram o juramento adotando práticas e doutrinas contrárias aos Símbolos de Fé que juraram ensinar e praticar.

O professor Ulisses S. Horta nos lembra que um “significativo número de oficiais, especialmente pastores, assume o compromisso subscricional da ordenação portando escrúpulos quanto ao conteúdo de sua confissão”. Ele continua nos informando que:

Tais escrúpulos podem ocorrer por várias razões: desconhecimento, superficialidade, mas também por nutrição deliberada de uma convicção divergente do padrão de fé denominacional. Outro caso que incorre em dificuldade semelhante é a mudança de opinião posterior à ordenação. Nestas circunstâncias, a reserva pessoal quanto ao símbolo de fé pode vir a ser cultivada silenciosa ou abertamente. Os resultados de tal reserva serão, em ambos os casos, danosos ao desempenho do ofício, ao ministério, e à própria igreja.[3]

Nesta nossa palestra de hoje pretendo abordar com alguns tópicos sobre a subscrição confessional aos Símbolos de fé de Westminster..

I – O QUE É SUBSCRIÇÃOCONFESSIONAL?

            O termo subscrição significa assinar e concordar! Isto parece ser simples. Concordar com o quê? Com as doutrinas e ensinos abraçados pela igreja, mas ensinos estes que estão fundamentados nas Escrituras Sagradas. Isto é importante ser ressaltado porque, como disse David W. Hall, “nenhuma confissão merece qualquer respeito se não for totalmente bíblica”.[4] Devemos ressaltar que o objetivo de uma “confissão é servir à unidade e à clareza”. Mas será é bíblico ter uma e subscrever uma confissão? Hall nos diz que “manter uma confissão declarada é bastante bíblico e prescritivo.”[5]

1.     Subscrição Confessional no Antigo Testamento:

No Antigo Testamento é encontro o chamado “Shemá” conforme lemos em Dt. 6.4-9. O verbo ouvir que está no imperativo no hebraico é “[m;Þv.”- shemá –e tem o sentido de prestar atenção, significa ouvir, mas não é um mero escutar “envolve a ideia de ouvir com atenção”.[6]

O texto citado acima era o primeiro a ser lido de um conjunto de leituras confessionais que carregavam a mesma tônica.

O texto de Deuteronômio tinha por objetivo apresentar as seguintes verdades:

a) Que existe apenas um Deus

b) Que este Deus merece ser amado com todo o ser

c) Que estas verdades deveriam perpetuar nas gerações posteriores.

Há também outros dois textos que nos mostram que havia um credo na Igreja veterotestamentária no ato de culto. São eles: Dt.11.13-21 e Nm 15.37-41.

Em Dt.11.13-21 temos o desenvolvimento mais elaborado do shemá em sua aplicação ao povo da aliança indicando que a confissão de fé deve produzir resultados práticos; estes resultados são evidentes, pois, nasce tudo de uma obediência aos mandamentos de Yhaweh, o Deus pactual.

 Nesta confissão estão inseridas as crenças necessárias à existência do povo da aliança; e não apenas isso, mas incluem-se uma metodologia de pedagogia na qual tal ensino confessional pode ser transmitido, tendo a família como alvo desta transmissão.

Em Números 15.37-41 temos o mesmo conceito presente: Diante destes textos nós podemos confirmar que a confissão de fé fazia parte da vida litúrgica do povo pactual. Este “Shemá” era o credo do povo, somos informados que o “shemá era repetido três vezes ao dia”[7] pelo povo do pacto; também somos cientes de que este credo judeu era usado liturgicamente na sinagoga.[8]

2 - A Subscrição Confessional no Novo Testamento.

No Novo Testamento o conceito de confessionalidade é mais presente e bem definido. Isto significa que a Igreja sempre elaborou o seu conjunto de doutrinas a partir da revelação de Deus. No texto neotestamentário lidamos com um grande material que trata da existência de um grupo de verdades a serem cridas e obedecidas.

Estas verdades são conhecidas como “Tradições” que no grego é “paradosis”, este vocábulo significa “transmitir”, “entregar”, “tradição”. A palavra é formada de uma proposição grega “Para” que indica “junto a”, “ao lado de” mais o verbo “didomi” que de acordo com o contexto tem uma gama de significados “dar”, “trazer”, “conceder”, “causar”, “colocar”. Este conceito é percebido pelo texto bíblico de 2 Ts. 2.15: “Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.”.

Este aspecto confessional consistia, no Novo Testamento, na transmissão dos ensinos de Cristo e dos apóstolos por meio dos sermões e escritos (cartas), sendo orientações quanto ao comportamento. Todavia, toda tradição que entrava em choque com a Palavra de Deus deveria ser rejeitada.[9]

Diante disso, devemos ter em mente que a tradição “é uma boa palavra em si mesma [...]. Graças à tradição, as pessoas se salvam da tirania do momento e transcendem o tempo”[10] E, ainda devemos lembra que não “se pode fazer progresso real  na busca do entendimento à parte de uma tradição”[11]Isto significa que na preservação da tradição recebida não somos feitos meninos levados por todo e qualquer vento de doutrina (Ef.4.14).

A tradição ou conjunto de verdades recebidas pela Igreja de Cristo tem sido descrita de diversas formas nas Escrituras:

a.     Doutrina dos apóstolos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.” (Atos.2.42).

b.     Palavra da vida: reservando a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente.”(Fp. 2.16).

c.      Forma de doutrina: “Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues;”(Gl.6.6)

d.     Sã Palavras: “conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus.” 2 Timóteo 1.13-14.

II – A IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL E A SUBSCRIÇÃO CONFESSIONAL.

                Chegamos a um ponto crucial nesta hora. A subscrição dos padrões de Westminster pela Igreja Presbiteriana do Brasil.

2. 1 – Do Ponto de vista Histórico:

                A Igreja Presbiteriana do Brasil teve os seus primeiros passos para uma orgnaização eclesiástica quando o jovem pastor Ashbel Green Simonton “desembarcou no Brasil no dia 12 de agosto de 1859”[12], embora, sabemos que o presbiterianismo iniciou de fato de verdade no dia 22/04/1960 com uma escola dominical[13]. Todavia, a data e o ano de agosto tem prevalecido no presbiterianismo brasileiro.

                Historicamente a Igreja presbiteriana do Brasil parece ter uma afinidade de defesa para com os símbolos de fé. Embora, o calvinismo trazido por Simonton seja de certa forma modificado pelo ponto de vista do avivalismo, é o calvinismo confessional de Westminster com relação a sua subcrição que está em foco aqui.

                Na ordenação do primeiro pastor nacional José Manuel da Conceição  “declarou aceitar a Confissão de Fé de Westminster e a forma de Governo da Igreja Presbiteriana”[14]. O jovem Simonton passou a ensinar o Catecismo na Escola Dominical. “E o texto que ele costumava a usar eram: a Bíblia, O Catecismo de História Sagrada e o Progresso do Peregrino”[15]

                Simonton também tinha a prática de uma vez por mês de pregar fazendo exposição de uma pergunta do breve catecismo Westminster. E o seu objetivo era de “preparar os crentes para defender-se dos ataques incrédulos”. Por isso, ele mesmo declarou: “estou fazendo o que está em mim para gravar este catecismo na memória de todos”[16].

                A Igreja Presbiteriana do Brasil tem uma história de solidificação e adesão aos símbolos de fé de Westminster. É uma igreja que no seu nascedouro desejou tem uma identidade doutrinária definida.

2.2 – Do Ponto de Vista Doutrinário

                Como Igreja estabelecida adotamos os símbolos de fé: Confissão, Breve Catecismo e Catecismo Maior de Westminster. Isto significa que doutrinariamente temos uma identidade. Isto é tão certo que algumas doutrinas são peculiares a nós presbiterianos. Do ponto de vista da doutrina nós cremos:

1.      Na Suficiência, autoridade e infalibilidade das Escrituras:

                 No capítulo 1 de nossa Confissão somos ensinados que:

foi servido ao Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar àquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna a Sagrada Escritura indispensável, tendo cessado aqueles antigos modos de Deus revelar a sua vontade ao seu povo. (WESTMINSTER, Cp. 1 Seção 1 – ênfase nossa)

No presbiterianismo não há lugar para revelações, pois, entende-se que aqueles antigos modos de Deus se revelar ao seu povo há muito tempo cessaram. Então, é inadmissível uma Igreja Presbiteriana com práticas de novas revelações, línguas profecias. Isto é negar a plenitude da revelação trazida por Cristo por meio de sua palavra, conforme nos ensina Hebreus 1.1-2: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.”

2.     Na Soberania de Deus:

Como presbiterianos confessionais devemos acreditar na soberania de Deus no que respeita os seus decretos absolutos sobre este mundo. A nossa Igreja crê e confessa a doutrina da Predestinação, eleição e reprovação; isto significa que o verdadeiro presbiteriano não acredita no livre-arbítrio do homem, mas crê que o homem está escravizado pelo pecado, e limitado pelo decreto absoluto de Deus em tudo o que faz em sua vida; ou seja, ele é morto espiritual, escravo do pecado, e age de conformidade com o projeto de Deus desde toda a eternidade. A nossa Confissão no terceiro capítulo 3 nos ensina:

Pelo decreto de Deus e para manifestação de sua glória, alguns homens e alguns anjos são assim predestinados para a vida eterna e outros preordenados para a morte eterna. Esses homens e esses anjos, assim predestinados e preordenados, são particular e imutavelmente designados; o seu número é tão certo e definido, que não pode ser aumentado ou diminuído. (WESTMINSTER, Cp.3, seções 3-4)

Isto significa que não há necessidade de teatros, de shows no culto para atrair pecadores para o reino, pois, apenas os eleitos hão de ser salvos, e o método bíblico de evangelismo é a proclamação do evangelho de Deus. Alguns textos nos ajudam a compreender este assunto: “conjuro-te, perante Deus, e Cristo Jesus, e os anjos eleitos, que guardes estes conselhos, sem prevenção, nada fazendo com parcialidade.” ( 1 Timóteo 5.21; Rm. 9.22-23; 2 Tm. 2.19).

3.     No Batismo Infantil:

É peculiar ao presbiterianismo confessar e defender o Batismo Infantil. Membros de Igrejas anti-pedobatistas ( contrárias ao Batismo Infantil ) quando nos conhecem como Presbiterianos logo tecem comentários negativos à prática bíblica do Batismo infantil; se somos presbiterianos somos defensores do Batismo Infantil conforme temos em nossa Confissão de Fé no capítulo 28 seção 4. “não somente os que professam a fé em Cristo, mas também os seus filhos devem ser batizados”.

Esta é a nossa posição confessional sobre as crianças. Elas devem ser batizadas; é com tristeza que dizemos isso, mas muitos membros de nossas igrejas não trazem seus bebês ao batismo sugerindo que esta doutrina é católica romana, mas não é, esta verdade é Bíblica fundamenta na teologia do pacto de Deus com Abraão (Gn.17.9-14) e confirmada por Paulo em Col.2.11-13.

2.3 – Do Ponto de Vista Constitucional.

A Igreja Presbiteriana tem identidade com os símbolos de fé de Westminster também do ponto de vista da sua constituição. No capítulo 1 da Constituição da IPB e no artigo 1: somos informados que a nossa Igreja é “uma federação de igrejas locais” , isto significa que não deve haver divergências entre as igrejas que estão nesta federação. A federatividade deve promover a unidade.  Mas ainda neste artigo 1 somos informados que a Igreja adota:

a. A sagrada Escritura como única regra de fé e prática (Antigo e o Velho Testamento): isto implica que na constituição assume-se o conceito de suficiência das Escrituras e Autoridade das mesmas.

b. E como sistema expositivo de doutrina e prática a sua Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve.

Então, é inaceitável que muitos membros da nossa Igreja não queriam se submeter à autoridade e suficiência das Escrituras; e, que estes também não aceitem ou subscrevam os nossos símbolos de fé.

Os membros da Igreja deveriam pensar duas vezes antes de jogar fora os símbolos de fé. Para quê eles servem? Servem como muros que limitam, orientam e nos dão liberdade. Limitam quanto a abraçar toda e qualquer heresia; orientam qual o caminho correto tomar e oferecem a liberdade de pensar alicerçados em suas bases.

Na última reunião do Supremo Concilio da IPB (27-31 de julho de 2022) aprovou-se que nenhum candidato à membresia da igreja seja recebido sem aceitar os padrões de Westminster na sua integralidade.

Qual tipo de subscrição a IPB adota?

A constituição de nossa Igreja é mais severa para com os oficiais da Igreja. Especialmente os presbíteros docentes e regentes. Vocês tem a responsabilidade de zelar pela boa doutrina. E como podem fazer isso? Sustentando e defendendo a Confissão de Fé de Westmisnter. Pois, os símbolos de fé são a exposição das doutrinas de nossa Igreja.

No artigo 114 de nossa constituição há um alerta significativo para a ordenação de oficiais: “só poderá ser ordenado e instalado quem, depois de instruído, aceitar a doutrina, o governo e a disciplina da Igreja Presbiteriana do Brasil[...]”

Ao seminarista é outorgado a ele que, no final do curso, perante ao presbitério apresente uma tese – monografia – baseada em um capítulo ou seção da Confissão de Fé de Westminster conforme lemos no artigo 120 alínea b de nossa Constituição. Então, senhores e senhoras aqui presente, estamos diante de um desafio.

È um desafio à fidelidade. Os pastores e presbíteros de nossas Igrejas devem fazer valer os seus votos de ordenação. Pois, todos eles juraram ou jurarão que irão ensinar e defender as doutrinas que se encontram nos símbolos de fé; todavia, o que temos visto é que muitos deles chegam a fazer o juramento sem conhecer o conteúdo dos símbolos de fé, nunca leram os símbolos de fé; outros já abandonaram os símbolos de fé de Westminster.

Poderão ser depostos de seus ofícios por quebrar os votos de ordenação. Então, se há alguém aqui nesta noite que não conhece, que não concorda com nenhum ponto de nossa Confissão de Fé lhe aconselho a pedir para ser exonerado do ofício, pois, não há algo tão terrível para a igreja de Cristo do que um líder que é infiel ao seu ofício. Que Deus nos ajude! Amém!.

 


REFERÊNCIAS:

1.     ALLEN, Michael; SWAIN, Scott R. Catolicidade Reformada. Brasília: Ed. Monergismo, 2021.

2.     AUSTEL, Hermann J. Shãma’ In: HARRIS, R.L. ed. Theological Wordbook of the Old Testament, 2a ed., Chicago: Moody Press, 1981, Vol. 2. 

3.     BÜCHSEL IN: KITTEL, 1983, vol.2..

4.     COSTA, Herminsten Maia Pereira da. Teologia do Culto. 

5.     HALL, David W. A Prática da Subscrição Confessional. Natal – RN: Ed. Nadere Reformatie Publicações,2021.

6.     HORN, Leonard T. Van. Estudos no Breve Catecismo de Westminster. Recife: Ed. Os Puritanos, 2000.

7.     LEITH, John. A Tradição Reformada – Uma maneira de ser a comunidade cristã, São Paulo: Pendão Real,1996. 

8.     SIMÕES, Ulisses Horta. A Subscrição Confessional – Necessidade, Relevância e Extensão. Belo Horizonte: Efrata Publicações e Distribuição, 2002.

9.     UNTERMAN, Alan. Dicionário Judaico de Lendas e Tradições. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992.

10.  COSTA, Herminsten Maia Pereira da. Eu crio – No Pai, no Filho e no Espírito Santo, São Paulo: Parakletos, 2002.  

  



[1] HORN, Leonard T. Van. Estudos no Breve Catecismo de Westminster. Recife: Ed. Os Puritanos, 2000, p.12.

[2]CAMPOS, Heber C. In: SIMÕES, Ulisses Horta. A Subscrição Confessional – Necessidade, Relevância e Extensão. Belo Horizonte: Efrata Publicações e Distribuição, 2002, p. 12-13  

[3] SIMÕES, Ulisses Horta. A Subscrição Confessional – Necessidade, Relevância e Extensão. Belo Horizonte: Efrata Publicações e Distribuição, 2002, p. 15-16

[4] HALL, David W. A Prática da Subscrição Confessional. Natal – RN: Ed. Nadere Reformatie Publicações,2021, p.26.

[5] Ibid, p.27.

[6] AUSTEL, Hermann J. Shãma’ In: HARRIS, R.L. ed. Theological Wordbook of the Old Testament, 2a ed., Chicago: Moody Press, 1981, Vol. 2, pp.938-939. 

[7] UNTERMAN, Alan. Dicionário Judaico de Lendas e Tradições. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992, p.242. 

[8] COSTA, Herminsten Maia Pereira da. Teologia do Culto, p.19 

[9] BÜCHSEL IN: KITTEL, 1983, vol.2, pp.172-173.

[10] LEITH, John. A Tradição Reformada – Uma maneira de ser a comunidade cristã, São Paulo: Pendão Real,1996, p.29 

[11] ALLEN, Michael; SWAIN, Scott R. Catolicidade Reformada. Brasília: Ed. Monergismo, 2021,p.39.

[12] LEITH, John. A Tradição Reformada – Uma maneira de ser a comunidade cristã, São Paulo: Pendão Real,1996. p. 84 

[13] COSTA, Herminsten Maia Pereira da. Eu crio – No Pai, no Filho e no Espírito Santo, São Paulo: Parakletos, 2002. p.58 

[14] Idem.

[15] Ibid, p. 65 

[16] Ibid, p.67 

quarta-feira, 28 de junho de 2023

A EUCARISTIA NA REFORMA PROTESTANTE

 

A EUCARISTIA NA REFORMA PROTESTANTE

Rev. João Ricardo Ferreira de França.

Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai. E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras. (Mateus 26.26-30)

            Neste ano, no dia 31 de outubro, a Reforma estará comemorando 506 anos de sua deflagração contra os abusos de Roma. Todavia, quando lemos os artigos que falam sobre este momento singular da história, geralmente, temos a impressão de que a Reforma foi um movimento onde houve uma unanimidade em todos os seus particulares, mas a realidade é outra bem distinta da que pensamos, existiu grandes divergências entre eles. Este breve artigo visa abordar, de forma resumida, uma delas: a Eucaristia ou Santa Ceia.

            A Santa Ceia sempre foi considerada como o vínculo de paz e unidade entre os crentes, todavia, foi motivo de discórdias dentro da chamada Reforma Protestante. É notório que o problema da Santa Ceia está vinculado as concepções cristológicas sustentadas pelos reformadores, e assim, a Eucaristia tem como pando de fundo a questão da presença ou não de Cristo nos elementos.

            Antes da Reforma ocorrer a doutrina da Eucaristia era diferente da que nós temos hoje. A primeira realidade é que na “igreja primitiva, a celebração da Ceia do Senhor era o ponto central da adoração cristã”. (GEORGE, Timothy1993,p.145). Curiosamente o sacramento da Santa Ceia foi corrompido pala concepção da Transubstanciação ( a substância se transforma ). Tal doutrina passou a ser doutrina oficial na Igreja de Roma no quarto Concílio de Laterano em 1215 (BERKHOF, Louis., 1989, p.226.). Mas, essa idéia é bem anterior conforme podemos ver, pois, “em 818 d.C um teólogo medieval chamado Pascácio Radbert formalmente propôs a doutrina de que os elementos, pelo poder divino,literalmente se transformam no mesmo corpo que nasceu de Maria” (BERKHOF, Louis, 1989, p.226.).

.           No período da Idade das Trevas – ou Idade Média – a Santa Ceia passou a ser vista como algo miraculoso que protegia o viajante da doença, preservava os marinhos da fúria do mar, dava ainda a provisão na lavoura; chegava-se ao absurdo de dizer que a Ceia dava uma boa esposa ao solteiro (TAPPERT, Theodore G., 1961, p.41).

OS REFORMADORES E A EUCARISTIA.

            Diante disso, a Reforma se colocou contra estas concepções sobre o sacramento da Santa Ceia. Lutero tinha uma visão muito individual quanto a este sacramento ele “criticou a negação do cálice aos leigos” (SIERPIESKI, Paulo, sem data, p.8.) Ele expressou dúvidas e criticou a doutrina da Transubstanciação. Lutero rejeitou a concepção de que os sacramentos fossem obras meritórias, e ensinou que eles eram dons da graça de Deus à sua Igreja e devem ser recebidos com fé. (LUTERO, Martinho, 2006, p.50.).

O problema se manifestou quando Zwínglio tomou ciência de que Lutero estava ensinando que o corpo de Cristo estava literalmente presente na eucaristia, enquanto o reformador Zwínglio ensinava que o pão e o vinho, da Santa Comunhão, eram apenas memoriais da morte de Cristo, e assim, o estopim estava ativado. Lutero escreve uma carta a um amigo dizendo que a interpretação do reformador Zwínglio estava equivocada (STROHL, Henri1989, p.144); o reformador alemão tinha a seu favor um tese de um padre que defendia a consubstanciação que nunca foi negada oficialmente pela Igreja Romana (STROHL, Henri., Ibid, p.225), isso ainda alimentou a concepção de que Lutero estivesse certo.

            Houve uma guerra de escritos sendo trocados entre ambos, pois, discordavam energicamente quanto a este assunto; os livros de ambos chegaram a ser vendidos lado a lado pelos jornaleiros da época. Lutero não estava disposto a dizer que a Eucaristia era um mero “símbolo das realidades espirituais” (GONZALEZ, Justo L., 1983, p.71). A grande arma de Lutero era as palavras da Instituição de Cristo “isto é o meu corpo”, não “indica a transubstanciação, mas aponta para o fato de que Cristo está literalmente sobre o pão, ao lado do vinho e sob ambos os elementos” (Idem)

UMA SOLUÇÃO PROPOSTA: UMA DIVISÃO PERMANENTE.

            Diante de tamanha guerra decidiu-se fazer um debate entre os grupos – luteranos e zwínglianos – para se resolver o dilema. Filipe de Hesse propôs que o debate fosse realizado em seu Castelo em Marburgo no ano de 1529. Lutero estava acompanhado de seu ilustre amigo Melanchton e com outros colegas. E Zwínglio estava acompanhado de Ecolampádio, Bucer que era os líderes principais dos Zwínglianos. O fato curioso neste debate é que dos quinze pontos discutidos entre Lutero e Zwínglio quartoze deles ambos estavam de acordo, mas na questão da Eucaristia ambos discordavam.

            O reformador Zwínglio chegou a clamar com lágrimas que desejava concordar com os luteranos (GEORGE, Timothy., Op.Cit, p.150)  Travou-se uma guerra exegética. Zwínglio diz que Lutero defende uma doutrina que não pode ser comprovada pelas Escrituras, e não tem a menor coragem de citar uma única passagem. Lutero estava com uma lousa coberta com um pano, e após, a declaração de seu opositor, removeu o pano, e no quadro estava escrito “Este é o meu corpo!”, então, Lutero dirigiu-se a Zwínglio dizendo: “Aqui está a nossa passagem das Escrituras. Você ainda não a tirou de nós.”(Idem) Lutero rejeitou as figuras de linguagem usadas por Zwínglio para mostrar que ali estava empregada uma linguagem não-literal.( KLEIN, Carlos Jeremias.,2006, p.77-82) Mas isso foi em vão. Ambos os grupos ficaram divididos definitivamente.

O EXEGETA DA REFORMA: UMA VISÃO CONCILIADORA.

 

            Na discussão entre Lutero e Zwínglio havia um homem que pensou profundamente sobre essa questão da Eucaristia. Ele nos ofereceu um esclarecimento bíblico e teológico sobre a Ceia do Senhor e a presença de Cristo na mesma. O nome deste reformador é João Calvino considerado o maior exegeta da Reforma Protestante. Para Calvino a Eucaristia era mais que uma simples “cerimônia de comemoração do Sacrifício de Cristo: era um evento de comunhão com o próprio Cristo” (CALVINO, João, 1999, Livro 4, Cap.14, parag.1,9.). Embora ele aceitasse algumas afirmações de Zwínglio, afirmava que Cristo estava presente no Sacramento da Ceia mediante a ação do Espírito Santo, e assim, de fato, o Sacramento poderia ser chamado de Meio de Graça onde os eleitos recebem o que a eles é destinado no sacramento, enquanto que os falsos crentes recebem juízo de Deus; logo, a concepção calvinista  sobre a Ceia é que Cristo está real, porém, espiritualmente nos elementos.

            Esta concepção de Calvino é a posição das Igrejas Presbiterianas e Reformadas conforme expressa seus símbolos de Fé. (Confissão de Fé de Westminster: Cp.27, Seç. 3; Cp.29, Seç. 1,5,7; veja-se também o Catecismo Maior de Westminster nas perguntas: 162, 168,170) O que aprendemos deste assunto? Aprendemos que Reforma foi um movimento onde havia de fato uma reflexão teológica. Aprendemos que os reformadores tiveram que lidar com questões que mereciam ser esclarecidas; mas também aprendemos que aquilo que deveria unir a fé tornou-se uma divisão entre eles. De sorte que mundo está dividido assim: os romanos com a Transubstanciação; os luteranos com a Consubstanciação; os Zwínglianos com a concepção Memorial e os calvinistas com a noção da Presença Real de Cristo nos sacramentos de forma Espiritual. Isso deveria nos entristecer? Não. Isto deveria nos estimular a orarmos para que a Igreja de Cristo mostre sua unidade nestas questões singulares.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

BERKHOFLouis. A História das Doutrinas Cristã, São Paulo: PES, 1989.

CALVINO, João. Intitución de la religión Cristiana, Barcelona: Felire, 1999. Livro 4, Cap.14, parag.1,9.    

GEORGE, Timothy. Teologia dos Reformadores, Trad.Gérson Dudus & Valéria Fontana, São Paulo: Vida Nova,1993).

GONZALEZ, Justo L. A Era dos Reformadores, São Paulo: Vida Nova, 1983.

LUTERO, Martinho. Do Cativeiro Babilônico da Igreja, Trad. Martin N. Dreher, São Paulo: Martin Claret,.2006.

KLEIN, Carlos Jeremias. Os Sacramentos na Tradição Reformada, São Paulo: Fonte Editorial, 2005.

SIERPIESKI, Paulo. História do Cristianismo I, Da Reforma, Recife: Seminário Batista do Norte – Obra não Publicada, s/d.

STROHL, Henri. O Pensamento da Reforma, São Paulo: Aste, 1989.

TAPPERT, Theodore G. The Lord’s Supper: Past and Present Pratices Filadélfia: Muhlenberg Press, 1961.

 

O autor é formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte (SPN) em Recife – PE; também é coordenador do Departamento de Teologia Exegética do Antigo e Novo Testamento no Seminário Presbiteriano Fundamentalista do Brasil (SPFB) em Recife – PE, atualmente lidera a Igreja Presbiteriana do Brasil na cidade de Riachão do Jacuípe - BA.

 

sábado, 20 de agosto de 2022

O QUE É O DIACONATO?

 

IGREJA PRESBITERIANA DE RIACHÃO DO JACUÍPE – BA

INTRODUÇÃO AO DIACONATO.

PROF. Rev. João Ricardo Ferreira de França

AULA 01: O QUE É O DIACONATO?

DATA DA AULA: 03/07/2022.

INTRODUÇÃO:

     Um dos ofícios mais negligenciados na Igreja Presbiteriana certamente é o do diaconato; com isso, não queremos dizer que desprezamos a função e ofício do diácono no que tange a sua atuação, mas nos referimos a ausência de literatura específica sobre este ofício.

     Sobre o ofício de presbítero a literatura é abundante, uma vez que o sistema de governo presbiteriano enfatiza esse ofício. Porém, quando ao diaconato lidamos com a escassez de material destinado à concepção presbiteriana no que diz respeito ao diaconato.

I – O CONCEITO DA PALAVRA DIÁCONO.

     O Novo Testamento usa uma palavra grega muito interessante para definir as atribuições deste tipo de ofício. A palavra que nós encontramos é “dia,konoj”[diácono]. Essa palavra carrega o conceito de “servir”, “ministrar” (ROGERS; RIENCKER, 1995, p.462) Ou seja, ser um diácono é aquele que serve aos OUTROS. Neste sentido todos nós somos diáconos, o pastor, os presbíteros e até mesmo os membros da igreja podem ser considerados diáconos. É assim que se entende a palavra quando aplicada à nossa irmã Febe em Romanos 16.1

TEXTO GREGO

TEXTO PORTUGUÊS

Συνίστημι δὲ ὑμῖν Φοίβην τὴν ἀδελφὴν ἡμῶν οὖσαν διάκονον τῆς ἐκκλησίας τῆς ἐν Κεγχρεαῖς (Rom 16:1 STE)

RECOMENDO-VOS, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia, (Rom 16:1 ACF)

 

     Observamos que a palavra “serve” no texto grego original é “διάκονον”. E o sentido aqui não é de um ofício, mas de um serviço. Por outro lado, a Escritura também estabelece o uso para um ofício designado por eleição, neste caso de vemos que o conceito de diácono assume duas conotações importantes:

O sentido estrito (o ofício) ou lato (serviço de qualquer crente).

II – A ORIGEM DO OFÍCIO DE DIÁCONO.

     O diaconato é um oficio especificamente existente no Novo Testamento. É o Novo Testamente que inaugura e instala este ofício devido a dois problemas específico: A expansão numérica da Igreja e ao conflito entre Judeus e Gentios no que tange a distribuição diária dos donativos da igreja local.

a. Atos 6.1-7.

Nesta passagem bíblica encontramos a instituição da primeira junta diaconal na igreja cristã do Novo Testamento. O texto nos mostra a razão e o processo desta escolha.

É-nos dito no texto sagrado que surgiram dois problemas na vida da igreja cristã primitiva. O primeiro foi o número exponencial dos membros novos. Quando se há um crescimento existem também uma multiplicação significativa das dificuldades e problemas na igreja. E, o segundo problema foi a “murmuração” dos crentes não judeus contra os crentes judeus, pois, as viúvas dos primeiros estavam sendo negligenciadas na distribuição diária (Atos 6.1).

b. A convocação Apostólica (atos 6.2)

O primeiro passo dos apóstolos para resolver aquela situação foi convocar uma assembleia eclesiástica para resolver o problema.

E nesta convocação eles declaram que não seria prudente abandonarem a vocação que tinham para se dedicar a observar quem deve ou não receber a cesta básica e os recursos necessários à manutenção. Pois, eles deveriam se dedicarem prioritariamente à pregação da Palavra.  

c. A orientação para a escolha (Atos 6.3-4)

Os apóstolos agora decidem orientar a igreja no processo da escolha de um grupo de oficiais que devam se dedicar a este serviço (diaconia) específico.

A orientação é marcada pelas qualificações destes oficiais, consideraremos estas qualificações mais adiante; por hora, observamos que os apóstolos orientam a escolha passando pelos crivos importantes na vida do povo de Deus.

Destaca-se aqui a razão para que os apóstolos procedam com esta orientação para a igreja cristã: “e, quanto a nós nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra” (Atos 6.4). Ou seja, o ofício do diaconato serve também ao ministério da palavra! Pois, os diáconos, no uso de seus dons viabilizam aos presbíteros docentes a possiblidade de se dedicarem ao ensino da Palavra e a oração.

d. A Eleição dos Diáconos (Atos 6.5-7)

Agora lidamos no nosso texto com a escolha dos homens para exercerem o diaconato na igreja cristã primitiva. Destaca-se neste bloco do texto sagrado que a escolha é realizada pela própria igreja. Os apóstolos poderiam indicar e estabelecer os homens para este ofício, mas optaram para que a igreja tomasse lugar neste processo de eleger os homens que deveriam se dedicar a este ministério.

A igreja escolheu sete homens, conforme foi orientada a fazer (Atos 6.3); não se sabe ao certo porque limitou-se a escolha a sete homens.

Alguns sugerem que se deva ao fato de haver representantes dos diversos grupos (três para os judeus, três para os helenos e um para os prosélitos); outros dizem que motivou-se por causa do número dos dons do Espírito Santo (Isaías 11.2; Apocalipse 1.4; Ou o número tenha sido “escolhido por considerado como sagrado segundo o pensamento dos hebreus”.

Há aqueles que sugerem que o número se baseou no rito dos sete despenseiros dos ritos pagãos na época da escrita deste texto bíblico (CHAMPLIN, 2011, vol.2, p.135). Não se sabe ao certo porque se escolheu e limitou-se a este número; o fato é que a comunidade seguiu à risca as orientações apostólicas. Após a escolha estes homens são apresentados diante dos apóstolos e são ordenados com a imposição de mãos do colegiado apostólico. Aqui temos o surgimento do oficio de diácono na igreja cristã primitiva.

CONCLUSÃO:

     Nosso estudo de hoje procurou apresentar de forma resumida o conceito e o surgimento do ofício de diácono na Igreja cristã primitiva. Vimos que o termo diácono é uma transliteração do vocábulo grego que significa “aquele que serve”. Também observamos que o ofício do diaconato é tipicamente cristão.

A Igreja Cristã da perspectiva do Novo Testamento inicia este ofício na vida dela devido a dois fatores que ocorreram: primeiro, a multiplicação dos discípulos; e, segundo o conflito que foi resultado desse crescimento. Observamos neste estudo que a igreja foi convocada para lidar com este problema; os apóstolos orientaram a igreja na escolha correta que deveriam tomar para resolver o problema, pois, a vocação dos apóstolos era a dedicação à oração e ao ensino da palavra. A escolha foi feita pela igreja local e com isso a igreja continuou a crescer.