domingo, 18 de setembro de 2016

GÊNESIS 2.1-3: A INTENÇÃO DIVINA AO TRAZER A EXISTÊNCIA O SHABATH



A INTENÇÃO DIVINA AO TRAZER A EXISTÊNCIA O SHABATH
Texto: Gênesis 2.1-3.
Rev. João Ricardo Ferreira de França
Introdução:
  • A questão que devemos considerar agora, diz respeito a ideia de qual dia deve ser guardado, ou ainda, o que Deus tencionava fazer ao criar do dia de descanso?
  • É Sábado ou domingo? Qual o dia a igreja deve observar e guardar?
  • A Bíblia ensina que devemos guardar um dia em sete? Ou será que todos os dias são dias do Senhor para fins de adoração?
  • Quando a igreja Cristã afirma ser o domingo o Dia do Senhor, o faz como uma questão de mera necessidade para renuir-se?
  • Há muitos que seguem a posição de que o domingo não é shabbath cristão. Esta posição é correta?
I – O SHABATH E A LEI DE DEUS.
            Uma das grandes dificuldades que hoje encontramos sobre a verdadeira observância do Shabbath Cristão está na falta de compreensão da relação entre o dia de descanso e a Lei de Deus. Dentro desta perspectiva devemos lembrar que há três aspectos da Lei: Moral, cerimonial e civil.
            A lei Moral serve para deixar claro ao homem seus deveres, mostrando suas necessidades e revelando-lhe o certo e o errado, o bem e o mal; a lei cerimonial envolve as cerimônias religiosas, apontando para a santidade de Deus, considerada como uma lei positiva; e a lei civil era a reguladora da sociedade no estado Teocrático de Israel[1]
            Uma vez considerada essa tríplice divisão da lei surge-nos uma questão: Onde o Shabbath Cristão se encaixa? O sábado se insere em qual aspecto da Lei de Deus. A Nossa Confissão de Fé nos ajuda neste particular.
  1. A Confissão de Fé de Westminster e Shabbath Cristão:

VII - Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção do tempo seja destinada ao culto  de Deus, assim também em sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens em todos os séculos, Deus designou particularmente um dia em sete para ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi mudado para o   primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão.[2]

  1. Compreendendo a posição confessional:

Nesta proposição confessional percebemos que o Shabbath pertence a um preceito ‘positivo, moral e perpétuo’. O que isso significa? Uma lei positiva é um mandamento divino que não é moralmente necessário (isto quer dizer que aquilo que é ordenado não é moralmente certo ou errado). Por exemplo, Adão e Eva receberam o mandamento de não comer da árvore da ciência do bem e do mal. Não implicava em ser algo moralmente errado comer do fruto – o mandamento estava vinculado a obediência e disposição deles em obedecer.
Assim quando consideramos essa questão quanto ao sábado, no que diz respeito o dia, não era algo necessariamente moral guardar o dia da semana, o sábado poderia ser celebrado em outro dia, um exemplo estava na festa de pentecostes (Lev. 23.16,21).
Mas, também temos aqui um preceito “moral e perpétuo” isto quer dizer que este mandamento aporta para a natureza moral de Deus e o nosso relacionamento com ele, e isto não pode ser alterado. O princípio de um dia especial para a adoral é uma obrigação moral e perpétua!

II – O SHABATH COMO DESCANSO DE DEUS.

            Aqui em Gênesis 2.1-3 temos algumas verdades que precisam ser pontuadas sobre a intenção original de Deus em trazer à existência o sábado. Devemos levar em consideração dos aspetos ao considerarmos este texto:
  1. Deus declara que a sua obra estava completa:
Este é o princípio claro e estabelecido no texto sagrado. Isto é notado aqui em Gênesis 2.2: “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito.” Norte que o vocábulo “sábado” é derivado do verbo “descansou” que aparece aqui [שָׁבַת] – quando se diz que ele descansou está associado ao cessar a sua obra criadora. Ele completara toda a obra de sua criação (Gênesis 2.1). Aqui o descanso de Deus não significa que ele deixara de trabalhar.  Aprendemos no evangelho que Deus continua a trabalhar (João 5.17), e isto ele, o faz por meio de sua providência.

  1. Deus descansou com a finalidade de expressar deleitoso prazer em sua obra criada:
Este é outro princípio importante sobre a questão do sábado ou descanso de Deus no pós-criação. Moisés o expressa de forma bastante interessante em Êxodo 31.17 – a palavra alento que aparece aqui em nossa tradução; tem o sentido de contentar-se; de alegria. Ou seja, Deus descansou em profunda alegria em ver a perfeição de sua obra.
  1. O Descanso de Deus é um emblema escatológico para o homem:
Ao descansar Deus oferece ao homem (Adão) e seus descentes a vida! Esta vida em descanso eterno, se Adão não tivesse pecado, ele gozaria plenamente da comunhão com Deus e teria imenso deleite no dia de Descanso.

III – A SANTIFICAÇÃO DO DIA DE DESCANSO.
            O nosso texto também carreta um elemento importante. A Santificação do dia. É importante ao homem. Pois, aqui Deus separa o dia como um memorial da criação; como um dia em que ele descansou.
            Deus também abençoou este dia. Neste dia Deus se encontra com o seu povo para abençoar fazendo lembrar que há uma jornada de trabalho a ser cumprida, mas há um repouso garantido; e por isso, ao se encontrar com Yahwer o Deus pacto o povo recebe as bênçãos de Deus. Este é o mandato espiritual que Deus outorga ao homem.

Conclusão:

            Como Igreja de Cristo precisamos olhar para Gênesis 2.1-3 e entender que observância do descanso reporta-se de forma singular para três ideias importantes:
  1. Deus é soberano sobre a obra da criação.
  2. Ele nos deu um jornada de trabalho
  3. Que Ele nos concede um descanso para termos intima relação com ele





[1] PORTELA, Solano. A Lei de Deus – Compreendendo os Limites Traçados para As Pessoas e para a Sociedade – A Lei Moral de Deus., p. 19-20.
[2] Confissão de Fé de Westminster, Capítulo 21, seção VII

sábado, 27 de agosto de 2016

A SUFICIÊNCIA E A CLAREZA DAS ESCRITURAS

IGREJA PRESBITERIANA DE RIACHÃO DO JACUÍPE – BA.
CURSO DE IDENTIDADE PRESBITERIANA
CONHECENDO A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER.
Rev. João Ricardo Ferreira de França.
ESTUDO 03:
A Suficiência e Clareza das Escrituras
Introdução:
            No estudo hoje vamos considerar o tema da Suficiência e da Clareza das Escrituras Sagradas. No primeiro aspecto veremos o tema da suficiência e a extensão dessa suficiência das Escrituras; e no segundo momento nos concentraremos na doutrina da perspicuidade (clareza) da revelação de Deus encerrada nas páginas da Bíblia.
A fé “Reformada afirma que as Escrituras Sagradas constituem-se numa regra completa de fé e prática. Num manual completo de doutrina, práticas eclesiásticas e vida cristã”.[1] A Escritura regula toda a vida e molda a piedade do crente e nestes aspectos é simplesmente clara.
I – O QUE É O SOLA SCRIPTURA?
A resposta mais simples e clara que podemos oferecer a esta pergunta é que o “Sola Scriptura ensina que a Bíblia regula a vida em sua totalidade”[2] O Dr. Paulo Anglada nos diz que com a “redescoberta da doutrina da suficiência das Escrituras, os reformadores libertaram o povo de Deus das doutrinas e práticas impostas às consciências por autoridade meramente humana”[3]. Todavia, uma definição ampla e clara do que a doutrina significa é apresentada por Brain M. Schwertley quando diz:
Dito resumidamente, a doutrina protestante do sola scriptura ensina  que a Bíblia (os 66 livros do Velho e do Novo Testamento) é a divina  Palavra inspirada de Deus, e, portanto, infalível e absolutamente autoritativa para todos os assuntos referentes à fé e à vida. Como palavra escrita de Deus contém tudo o que existe da revelação sobrenatural de Deus, e porque cessaram todas as formas de revelação direta (com a morte dos apóstolos e o fechamento do cânon), apenas e somente a Bíblia é a autoridade da igreja. Porquanto a Escritura é clara (i.e., todo ensino necessário à salvação, fé e vida, são facilmente compreendidos pelas pessoas  comuns) não há necessidade de quaisquer fontes adicionais de autoridade para interpretar a Bíblia infalivelmente para a igreja. A igreja (sejam ou não papas, cardeais, bispos, pais da igreja, concílios eclesiásticos, sínodos ou congregações) não tem autoridade sobre a Bíblia, mas a Escritura autoautenticada tem autoridade absoluta sobre a igreja e sobre  todos os homens. Por ser o que a Bíblia é (como já visto), o mister da  igreja é puramente ministerial e proclamador. Todos os homens são  proibidos de acrescentar ou subtrair algo das Sagradas Escrituras, seja  pelas tradições humanas, ou pelas assim chamadas novas revelações do  Espírito, ou pelos decretos de concílios e sínodos. A Bíblia é suficiente e perfeita e não necessita de quaisquer acréscimos humanos. Além do que,  apenas aquilo que é ensinado na Escritura pode ser usado para tornar  cativas as consciências dos homens. [4]
II – O SOLA E O TOTA SCRIPTURA (CFW 1. VI)
  1. Definindo o Tota Scriptura:
A confissão de Fé de Westminster sustenta que tudo o que nós precisamos saber sobre como glorificar a Deus e tudo relacionado à nossa vida, fé e salvação está nas páginas das Escrituras. De acordo com Fred Klooster, “este ponto de vista a respeito da Escritura como ‘única e completa’ (sola e tota Scriptura) é exclusivamente reformado. ”[5] É bom lembrar que “as Escrituras não contêm todas as informações a respeito da criação, da natureza, do universo, ou mesmo da história”.[6] Mas, tudo o que ela  declara é suficiente e abrangente em matéria de fé e piedade religiosa. (2ª Timóteo 3.15-17)
  1. O Sola Scriptura e as Novas Revelações:
A nossa declaração de fé diz: “[...]À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; [....]”. Em nossos dias temos visto uma referência ao pentecostalismo e à tradição carismática. Se pessoas sustentam que recebem novas revelações elas estão se colocando contra a suficiência das Escrituras Sagradas. Paulo é bem enfático ao falar sobre isso em Gálatas 1.8-9. Também aqui rejeitamos as tradições dos homens O nosso Senhor Jesus ensinou isso em Marcos 7.4-9. Os homens tentam invalidar a palavra de Deus pela tradição que sustentam. Isso é atentar contra a doutrina da suficiência das Escrituras.

  1. O Sola Scriptura e a doutrina da iluminação do Espirito Santo.
A confissão também nos ensina que apenas o Espírito Santo capacita ao homem a ter uma “salvadora compreensão” da mensagem registrada na Escritura Sagrada. É o Espírito quem capacita ao homem a compreender e crer na verdade revelada (João 6.45; 1ª Coríntios 2.9-12)
  1. O Sola Scriptura e as questões Indiferentes
No final desta seção é que a CFW trata das questões indiferentes associadas à duas esferas: culto e sociedade. A primeira questão que a confissão se detém é a questão do culto, sustenta-se aqui que há:
  1. Circunstâncias de culto: ou seja, que há coisas que precisam ser observadas pela luz da natureza e prudência cristã que devem regular as circunstâncias: P.e. Pode-se fazer um culto debaixo de um pé de árvore, mas é prudente?
  2. Que o Governo da Igreja: deve ser orientado pela palavra - qual exemplo de governo a Bíblia apresenta para a Igreja?
Os puritanos, pais da Confissão, asseguram que nestes aspectos as regras gerais da Palavra de Deus devem ter sempre a primazia (1ª Coríntios 11.13-14; 1ª Coríntios 14.26,40).
III – A CLAREZA DAS ESCRITURAS (CFW. 1.VII)
A doutrina protestante da Perspicuidade das Santas Escrituras ensina que naquilo que Deus seja que o homem saiba é compreensível ao homem; entretanto, nem tudo é acessível ou claro a todos os homens, isso é muito claro na Palavra de Deus (2ª Pedro 3.16); entretanto, aquilo que o homem precisa conhecer para sua caminhada na fé e redenção é evidente nas Escrituras Sagradas. Duas verdades decorrem dessa declaração:
  1. Nem tudo é evidente a todos por causa da condição homem.
a)      Todos nascemos no pecado: Sl 51:5 – Gerado pelo pecado o homem nasce propenso a interpretar o mundo que lhe cerca pelas lentes de sua própria pecaminosidade que se insere e instala desde a sua concepção.
b)      Todos nascemos desviados: Sl 58:3 – Ao nascer o homem é uma mentira completa, pois, vive desviado e mergulhado em mentiras, logo, obscurece toda a verdade de Deus.
c)      Sabemos que tudo depende da soberania de Deus: Mateus 11.25 – o Senhor Jesus ora a Deus, o Pai porque nem tudo é revelado aos homens porque assim não foi do agrado dEle.
d)     Todos os homens são obscurecidos de entendimento. Ef 4:18 – E por fim, o homem no pecado tem os olhos de seu coração mergulhados em trevas profundas, por isso, as Escrituras não lhe são realmente claras.
3 . A Própria Palavra declara a sua clareza: As Escrituras usam imagens significativas que apontam para sua clareza.
a)      Uma Lâmpada: Salmos 119.105.
b)      Fonte de Revelação: Salmo 119.130.
c)      Um véu removido: 2ª Coríntios 3.14
d)      Um Lampião: 2ª Pedro 1.18-19
Questionário
1)      Defina com suas palavras o Sola Scriptura.
2)      O que quer dizer “Tota Scriptura?
3)      Explique este texto de Marcos 7.4-9.
4)      As novas revelações são outro evangelho? Fundamente sua resposta à luz de Gálatas 1.8-9.
5)      Quais as razões pelas quais as escrituras não são claras a todos os homens?
6)      O que ensina a doutrina da clareza das Escrituras?
7)      Quem capacita o homem a compreender a mensagem salvadora das Escrituras?
8)      Que razões podem justificar a ausência de clareza das Escrituras a todas as pessoas?
9)      Quais figuras a Bíblia apresenta para demonstrar sua clareza?
10)  Você concorda com tudo o que preceitua essas duas sessões da Confissão de Fé?







[1] ANGLADA, Paulo. Sola Scriptura – A Doutrina Reformada das Escrituras. São Paulo: Os Puritanos, 1998, p.73.
[2]  SCHWERTLEY, Braian. M. Sola Scriptura e o Princípio Regulador do Culto. Tradutor: Marcos Vasconcelos. São Paulo: Editora os Puritanos, 2001, p.12
[3] ANGLADA, Paulo R. B. Sola Scriptura – A Doutrina Reformada das Escrituras. São Paulo: Editora Os Puritanos, 1998, p.73.
[4] SCHWERTLEY, Braian. M. Sola Scriptura e o Princípio Regulador do Culto. Tradutor: Marcos Vasconcelos. São Paulo: Editora os Puritanos, 2001, p.1.
[5] Apud¸ BEEKE, Joel. R. Vivendo para a Glória de Deus – Uma Introdução à Fé Reformada. Tradutor: Francisco Wellignton Ferreira. São Paulo: Editora Fiel, 2010, p. 150
[6] ANGLADA, Paulo. R.B. Sola Scriptura -  A Doutrina Reformada das Escrituras. São Paulo: Editora os Puritanos, 1998, p.74.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O Cânon e a Autoridade das Escrituras




IGREJA PRESBITERIANA DE RIACHÃO DO JACUÍPE – BA.
CURSO DE IDENTIDADE PRESBITERIANA
CONHECENDO A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER.
Rev. João Ricardo Ferreira de França.
ESTUDO 02:
O Cânon e a Autoridade das Escrituras
Introdução:
            Neste estudo estaremos estudando um tema de capital importância para o resgate de nossa identidade confessional se faz necessário conhecermos a formação da Revelação Especial de Deus; esta formação nós chamamos de Cânon, que por sua vez, indica o nosso padrão de crença; em outras palavras a Escritura Sagrada é Cânon de nossa fé e dentro desse processo lidamos também com o tema da autoridade das Escrituras Sagradas.
I – A DOUTRINA DO CÂNON CONSIDERADA (CFW.I, 3)
1.      A Definição do Cânon:
A palavra “cânon” é uma mera transliteração do termo grego “kanw,nkanôn – que significa vara reta, régua, regra. É uma palavra usada com referência para indicar a autoridade suprema da Bíblia sobre a vida dos cristãos. Ou seja, refere-se aos livros que compõem a Bíblia conforme conhecemos.[1] Uma definição mais lexical nos informa que a origem da palavra “cânon” é derivada
de uma raiz semítica [assírio Qanû; ugarítico:Qn; hebraico: hn<q;)( (Qâneh) ocorre 61 vezes no Antigo Testamento e é sempre empregada no sentido literal (veja-se 1 Rs 14.15; Jó 40.21; Is 36.6; 42.3; Ez 40.3,5,7), significando ‘cana’ (planta que era usada para medir e pautar) “balança” (Is.46.6) e também ‘a cana para trançar os cestos, ou bastão reto[2]
Esta palavra “Cânon” indica a nossa regra, o nosso limite e ainda mais, o nosso padrão; sendo todos estes sentidos aplicados à Palavra de Deus. Os que formam a Bíblia, exceto os livros apócrifos são a regra de nossa fé, o padrão que devemos sempre seguir.

2.      Critérios para a Canonicidade Bíblica:
Como saber se os livros que temos em nossa Bíblia são de fato os livros que comunicam a revelação de Deus. Quais critérios a Igreja usou para reconhecer os livros que traziam a revelação divina?
2.1  Critério da Apostolicidade: Se um livro fosse escrito por um apóstolo, ou alguém ligado ao apóstolo deveria ser tido e incluído na lista dos livros canônicos. P.e – O Evangelho de Marcos estava ligado a pregação de Pedro.
2.2   - Critério da Leitura Eclesiástica: Se um livro ou carta fosse lida pela maioria das igrejas deveria ser incluído como um livro canônico, a prática da leitura eclesiástica remonta-se ao período apostólico (Colossenses 4.16 e em 1 Timóteo 4.13).
2.3   - Critério da Harmonia Doutrinária: Nem livro ou epístola poderia contradizer os ensinos apostólicos já estabelecidos na igreja, se ocorresse tal contradição o livro deveria ser considerado como um livro sem assinatura ou apócrifo; pois, um livro apócrifo não tem autoridade na igreja de Deus porque contradiz doutrinas bíblicas importantes.
II – A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS (CFW. I.4,5)
            Uma vez que o Cânon é formado, logicamente seu conteúdo se torna autoridade na vida da Igreja de Cristo Jesus. Vale lembrar que a autoridade das Escrituras “repousa na inspiração”[3] o registro da revelação de Deus confere a autoridade à Palavra de Deus. O que Esta doutrina significa? Significa que toda a Palavra de Deus conforme está registrada é inerrante, e, não possui erros em nada do que se propõe dizer e ensinar, por isso, deve ser aceita como autoridade suprema na vida e no culto do povo de Deus.
1.      É uma Doutrina Atestada por Cristo: Em qualquer controvérsia ele usava a expressão “está escrito” indicando que a palavra final deve ser dada a Palavra inspirada por Deus. (Mateus 4. 4,6,710) Cristo ao usar a expressão “está escrito” usa um verbo grego “ge,graptai” – gégraptai –é um verbo no perfeito que indica uma ação contínua, significando “permanece escrito”, então, o Senhor Jesus está apelando para a autoridade da Bíblia como fonte autorizada da verdade. ”; todavia, o texto que podemos ver claramente a defesa da autoridade bíblica provinda dos lábios de Cristo é aquele de João 10.35: “E a Escritura não pode falhar”.
No texto de João 10. 35 nos chama a atenção o verbo “falhar” no grego temos “luqh/nai”- lythênai – é um verbo usado para descrever a quebra do sábado (Lucas 13.16), a ideia é de quebrar, ser quebrada, ou mesmo de ser diminuída a sua importância e valor. Cristo diz que toda a Escritura é a autoridade na vida da Igreja.[4]

2.      É uma Doutrina Atestada pelos Apóstolos: O Apóstolo Paulo atesta sobre a autoridade da Palavra de Deus ao declarar que os crentes de Tessalonicenses acataram a verdade por ele pregada, “não como palavras de homens, mas como palavra de Deus”( 1 Tessalonicenses 2.13). E, ainda o Apóstolo Pedro reconhece os escritos de Paulo como escritos cheios da autoridade do próprio Deus, ao colocar as cartas de Paulo no mesmo patamar das “demais Escrituras” (2 Pedro 3.15-16)
3.      É uma doutrina incitada pelo testemunho da Igreja: O testemunho que a igreja tem oferecido  sobre a Palavra de Deus pode nos conduzir satisfatoriamente para a doutrina da autoridade bíblica. Como se dá esse testemunho?
3.1 – Na experiência Apostólica: O apóstolo Pedro fala-nos disso em seu 2ª epístola no capítulo 1.19-21. Ele no começo do texto nos informa que teve uma experiência com o Cristo ressurreto no monte da transfiguração. E termina incitado à igreja que se apegue à palavra profética. E assim, ratifica o conceito autoritativo das Escrituras na vida da Igreja.
3.2 – Na própria suficiência da Palavra de Deus: 2 Timóteo 3.16. A Escritura é útil para:
Ensinar = “διδασκαλίαν ”[didaskalian] – a escritura é a nossa escola.
Repreender = “ἐλεγμόν”{elegmon} – indica que a escritura nos capacita para refutar o erro.
Corrigir = “ἐπανόρθωσιν”[epanorthosin] – aponta para a ideia de colocar na linha, deixar reto.
Educar = “παιδείαν” [paideian] – Treinamento, instrução e disciplina

4.      O Testemunho Interno do Espírito Santo aponta para a autoridade das Escrituras: Não importa a quantidade de evidências que se apresente ao cético ou incrédulo para que creiam na autoridade das Escrituras, a Confissão de Fé de Westminster nos lembra que apenas o Espírito Santo pode oferecer plena certeza da autoridade das Escrituras. Um dos grandes defensores desta verdade foi John Owen, teólogo puritano, que “pressupunha uma afinidade e correspondência diretas entre a mente divina e a mente humana, de forma tal que Deus é capaz de falar conosco por meio de palavras, e nós, dentro dos limites de sua própria auto-revelação, podemos compreendê-lo em nossos pensamentos.”[5] Como isso ocorre?
4.1   – O Espirito Santo Guia a Igreja: O Espírito Santo é quem guia a Igreja na verdade e pela verdade isso nós aprendemos na Palavra de Deus em João 16.13-14. O papel do Espírito Santo não deixar a Igreja na ignorância mas guiá-la pra a luz da verdade do evangelho de Deus. Ele nos capacita a crermos nas Escrituras. Como nos diz Packer citando John Owen: “O Espírito Santo iluminou nossas mentes, produziu em nós a fé, capacitando-nos a crer nas Escrituras”[6]
4.2   O Espírito Santo é Mestre da Igreja: Paulo em 1 Coríntios 2.10-12, um dos objetivos do Espírito Santo que nos foi outorgado [dado] é que venhamos conhecer mais e mais a revelação de Deus nas Escrituras. Este é o ensino cristalino da Palavra de Deus sobre a Autoridade da Sagrada Escritura e relação com o Espírito Santo.
Questionário:
1)      O que significa a palavra Cânon?
2)      Quais critérios foram usados pela igreja para estabelecer o cânon que possuímos?
3)      Segundo a Confissão de Fé de Westminster como devem ser empregados os livros apócrifos? Explique.
4)      Onde repousa a autoridade das Escrituras Sagradas?
5)      A doutrina da autoridade das Escrituras é fruto do fundamentalismo cristão? Justifique sua resposta:
6)      Como a igreja nos incita à crença na autoridade das Escrituras?
7)      Como o Espírito Santo testifica em favor da Autoridade das Escrituras?
8)      Você subscreve as declarações estudadas nestas seções da CFW?




[1] ANGLADA, Paulo R. B. Sola Scriptura – A doutrina Reformada das Escrituras. São Paulo: Os Puritanos, 1998, p.33-34.
[2] COSTA, Herminstem Maia Pereira da. Inspiração e Inerrância das Escrituras. São Paulo: Cultura Cristã, 1998, p.18-19
[3]PACKER, James I. Vocábulos de Deus. São Paulo: FIEL, 2002, p.33.
[4] SCHWERTLEY, Braian. O Modernismo e a Inerrância Bíblica.  Tradutora: Denise Meister. Recife: Os Puritanos, 2000, p.30-31
[5] PACKER, J.I. Entre os Gicantes de Deus – Uma Visão Puritana da Vida Cristã. São Paulo: Editora fiel,1996, p.88.
[6] Ibid, p.100.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Quem deve pregar a Palavra de Deus?

QUEM DEVE PREGAR A PALAVRA DE DEUS?
Rev. João Ricardo Ferreira de França.
           
            Em nossos dias existe uma expansão demasiada do conceito de que qualquer pessoa da Igreja pode realizar e ministrar uma pregação à Igreja de Cristo. Os leigos são despertados para pregarem. Mas, diante disso, surge-nos um questionamento: Quem deve pregar a Palavra de Deus? Claro, estamos nos referindo a uso da tribuna eclesiástica – do Púlpito.
            Quem deve subir no púlpito e pregar a Palavra de Deus à Igreja? Muitos têm dito: os seminaristas, diáconos, leitores de teologia, membros da igreja também. Mas, será?

            1.1 - Confissão Helvética (1536):
“[...] que os mistérios das Escrituras sejam diariamente expostos e explicados por ministros qualificados [...]”
“Dita Igreja não reconhece outro ministro exceto aquele que Prega e administra os sacramentos
            1.1.3 - A Confissão de Genebra (1536 – escrita por João Calvino):
Nós não reconhecemos a outros pastores na Igreja senão aos pastores fiéis da Palavra de Deus, que alimentam as ovelhas de Cristo [...]” “Nós cremos que os Ministros da Palavra de Deus e os Presbíteros e Diáconos, devem ser eleitos aos seus respectivos ofícios mediante uma eleição legal da Igreja [...]”          
            1.1.4 - Confissão de Fé Francesa (1559):
“[...] nós cremos que a ordem da Igreja, estabelecida por sua autoridade, deve ser sagrada e inviolável, e que, portanto, a Igreja não pode existir sem pastores para a instrução, a quem devemos respeitar e escutar reverentemente, quando eles tem sido chamados de maneira apropriada e exercem seu ofício fielmente”.
            Todas as confissões aqui de forma incontestável estabelecem que o pastor é o único ministro da Palavra que possui a prerrogativa de proclamação como de ministração dos sacramentos [ Batismo e Eucaristia].
           
PERGUNTA 158: Por quem deve ser pregada a Palavra de Deus?
RESPOSTA: A Palavra de Deus deve ser pregada somente pelos que foram suficientemente dotados e devidamente aprovados e chamados para tal ofício.
            O nosso catecismo reconhece que apenas os Ministros da Palavra devem pregar. O ponto fundamental aqui é que muitas de nossas igrejas fazem escalas da pregação para que os presbíteros regentes preguem, um diácono, um seminarista e assim por diante, mas os padrões de Westminster, de modo particular, o catecismo Maior reconhece que a Palavra de Deus deve ser pregadaSOMENTE  PELOS QUE FORAM suficientemente dotados e devidamente aprovados e chamados para tal ofício.
            Isso tem gerado muito debate nos círculos evangélicos da atualidade – a publicações de livros que incentivam a pregação leiga tem abarrotado as livrarias de modo geral. Mas, precisamos dizer que a pregação leiga não é bíblica, não tem apoio da tradição reformada, e não é autorizada pelos padrões confessionais.
            David Martyn Lloyd-Jones nos lembra algo interessante sobre este assunto:
[...] Quem deve realizar a Pregação? O primeiro princípio que gostaria de afirmar é que nem todos os crentes são destinados  a fazer isso, nem todos os homens crentes devem pregar, e de maneira alguma as mulheres! Noutras palavras, precisamos considerar o que se chama ‘pregação leiga’. Isto já vem sendo praticado de modo bastante comum há cem anos ou mais. Antes, era uma prática comparativamente rara, mas hoje é muito comum. Seria interessante examinamos a história dessa prática, mas o tempo impede de fazê-lo. Novamente, o mais interessante a ser observado é que esta mudança resultou de causas teológicas. Foi a mudança na teologia do século passado, de uma atitude reformada e calvinista para uma postura essencialmente arminiana, que provocou o aumento da pregação de leigos. A explicação dessa causa e efeito é que, em última análise, o arminianismo é não-teológico. Eis porque a maioria das denominações evangélicas  da atualidade são igualmente não-teológicas. Sendo esse o caso, não deve nos surpreender o fato de que predominem em nossos dias o ponto de vista de que a pregação está aberta a todo homem e posteriormente, a qualquer mulher. Minha asserção é que esta é uma perspectiva antibíblica sobre a pregação.[1] 
            A pregação leiga – homem da igreja, presbítero regente, diácono, seminarista – é fruto da perspectiva arminiana que deseja dar aos ‘novos convertidos o que fazer na igreja’, e assim, ignorando completamente a noção de vocação para o ministério da Palavra.
            O dr. Vos comentando a pergunta 158 do Catecismo Maior de Westminster lembra-nos que:
Quem não for ministro ordenado ou licenciado pode testemunhar de Cristo em particular ou em público, conforme a oportunidade o permita, mas a pregação pública oficial da Palavra na Igreja deve ser feita apenas por aqueles devidamente separados para esta obra. Claro está que a pregação da Palavra é uma obra de importância muito grande. São necessárias as qualificações apropriadas para que seja feita de maneira adequada. Há qualificações espirituais, intelectuais e educacionais sobre as quais se deve insistir para que a igreja tenha um ministério adequado. [2]

            Esta posição confessional da Igreja é a posição histórica do presbiterianismo, o Dr. Roger Smalling responde a questão do catecismo Maior de Westminster sob os seguintes termos:
Aparece uma ligeira ambigüidade nesta declaração. Tradicionalmente, se tem entendido que o Catecismo Maior de Westminster delega aos Presbíteros Docentes ordenados, ainda que, o termo Pastor ou Ministro não se use aqui. Mas, depois disto tudo, que aconteceria se um Presbítero Regente pudesse pregar melhor que um Presbítero Docente qualquer? A Assembleia da PCA[3] de 1979 responde:
Recomendação Nº 4:
A Assembleia Geral reafirma a posição Presbiteriana histórica conforme expressa no Catecismo Maior em sua pergunta 158, que ninguém deve pregar o Evangelho senão aqueles que são chamados e dotados por Deus; e que, por conseguinte, somente aqueles homens que são apropriadamente ordenados ou licenciados podem pregar nos púlpitos da PCA; e que aos Presbíteros Regentes se lhes permite e anima a renovar a prática histórica de exortar ao povo de Deus. (Adotado, p.457-458).
            Esta recomendação uni-se com a recomendação de Número 5 que trata da relação do Pastor com o Conselho. Disto nós vemos que a PCA considera o púlpito como o domínio habitual do Presbítero Docente, não obstante, o Presbítero Regente pode exercer qualquer dos dons ministeriais de exortação que possua em outros domínios e circunstâncias.
            Na PCA, não se aceita a prática de programar dentro das agendas de pregação regulares da igreja, aqueles que não são ordenados como Presbíteros Docentes.[4]
            Será que existe alguma evidência Bíblica para a posição de que apenas os presbíteros docentes [ministros, pastores, bispos] proclamem a palavra de Deus no culto público?
            O ponto é que a pregação neotestamentária é marcada pelo ensino. O verbo grego didaskw –didaskô – [ensino]  é usado noventa e sete vezes no Novo Testamento. No uso deste verbo pode-se classificar o seguinte: Quando se refere à fé cristã: este verbo “didaskw” tem como sujeito o Senhor Jesus, sendo usado 48 vezes (Marcos.8.31 e 9.31); os apóstolos (dezoito vezes), o Espírito Santo (Lucas 12.12; João 14.26; 1 João 2.27); Timóteo (1 Timóteo 4.11 e 6.2); João Batista (Lucas 11.1); o cego que havia sido curado por Jesus , o qual foi acusado pelos fariseus  de estar querendo ensiná-los (João 9.34); Apolo que ensinava de modo preciso na sinagoga (Atos 18.25)[5]
            Todas as referências nas quais este verbo aparece parece indicar ofício específico do ministro da palavra.
            Agora um vocábulo que aparece na Palavra de Deus que parece ser imperativo nesta questão é o termo Arauto. No grego temos a palavra “khrux”- keryx – aponta para aquele que leva uma mensagem autorizada – um porta-voz oficial. Qual é o sentido do emprego desta palavra, era usada para descrever “o homem que é comissionado pelo seu soberano, ou pelo estado, para anunciar em voz alta alguma notícia, a fim de torná-la conhecida”.[6]  
            O uso do verbo relacionado a esta função de arauto “kerussw”- keryssô – e na leitura que fazemos do Novo Testamento nós percebemos o seguinte que o uso deste verbo se aplica:
a) Apenas a Cristo ou a alguém comissionado por Deus para o ministério da pregação ( Romanos10.15; pois, somente estes têm a autoridade divina de se apresentar publicamente para falar em nome de Deus.
b) Nos Evangelhos apenas João Batista é assim apresentado como proclamador enviado da parte de Deus(Mt 3.1: Mc. 1.4; Lc.3.3) – sendo ele um profeta do antigo pacto.
c) Jesus é apresentado como o proclamador supremo (Mt.4.17,23;9.35;11.1; Mc1.14,38,39; Lucas 4.18,19,44.8.1)
d) Os apóstolos comissionados por Jesus  (Mt.10.7,27; Mc 3.14; 6.12; 16.15,20; Lc.9.2; 12.13.).
            Todos estes textos apresentam que os sujeitos do verbo “kerussw”- keryssô eram comissionados pelo Senhor. Paulo Anglada nos lembra:
Sempre que outras pessoas aparecem como sujeitos do verbo “kerussw”- keryssô nos evangelhos, estão desobedecendo a Cristo e, nesses casos, o conteúdo da pregação  deles é uma cura. Há três exemplos dessas pregações desautorizadas nos evangelhos. Um deles é em Marcos 1.45, quando o leproso é expressamente proibido por Jesus, saiu propalando que havia sido curado, de sorte que Jesus acabou impedido de entrar livremente na cidade. Outra ocorrência é encontrada em Marcos5.20 e Lucas 8.39, onde se ler que o endemoninhado geresareno, libertado por Jesus, ao invés de apenas relatar o acontecido (;agge,llw [angello], em Marcos e dihge,omai[diegeomai] em Lucas) aos seus familiares (a sua casa), como Jesus havia ordenado, saiu a proclamar (“kerussw”- keryssô) como arauto o acontecimento na cidade em que vivia. O último exemplo, em Marcos 7.3, refere-se às pessoas que haviam presenciado a cura de um surdo mudo, também contrariando a ordem expressa de Jesus de não contarem (le,gousin - legousin) a ninguém o ocorrido.[7]
           
            Então está claro que apenas os que são chamados para a pregação – proclamação – são os ministros [presbíteros docentes] e que ninguém mais pode se intrometer neste ofício e ministério, se não for vocacionado.
          3 –  OS LEITORES DE SERMÕES.
            Diante disso alguns poderão dizer: Então o que fazer em uma igreja em que o Pastor precise se ausentar? E o seminarista qual é a função dele? A prática da Igreja sempre foi usar a leitura de sermões. A prática da leitura remonta-se ao apóstolo dos gentios, pois, “encontramos já em São Paulo a exortação a que se leiam as suas cartas quando das assembléias litúrgicas”.[8]
             Era uma prática comum na igreja antiga. Somos informados que na Antiga Igreja Cristã, “o leitor era alguém que lia as lições”[9] Então, se pastor precisar se ausentar da igreja e não possui nenhum ministro auxiliar, é seu dever deixar um sermão para ser lido, estudado com antecedência com algum presbítero regente ou seminarista – pois, eles não foram chamados para o domínio do púlpito da igreja.


[1]  LLOYD-JONES, David Martyn.  Pregação e Pregadores. Tradução: João Bentes Marques. São Paulo: Editora Fiel,  2008, p.97-98
[2] VOS, Johannes Geerhardus. Catecismo Maior Comentado. Tradução: Marcos Vasconcelos. São Paulo: Editora Os Puritanos, 2007, p.508.
[3] PCA = Igreja Presbiteriana da América.
[4] SMALLING, Roger. As Distinções Entre os Presbíteros Docentes e Regentes. Tradução: João Ricardo Ferreira de França. São Raimundo Nonato – Piauí: Centro de Estudos Presbiterianos, 2011, p. 11.
[5] ANGLADA, Paulo. Introdução à Pregação Reformada – Uma investigação Histórica  sobre o Modelo Bíblico-Reformado de pregação. Ananindeua: Knox Publicações, 2005, p.33.
[6] COENEN, Lothar, “khru,ssw”. In: Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, vol.3, Ed. Lothar Coenen e Colin Brown, Tradução de Gordon Chown. São Paulo: Editora Vida Nova, 1993, p.741.
[7] ANGLADA, Paulo. Introdução à Pregação Reformada – Uma investigação Histórica  sobre o Modelo Bíblico-Reformado de pregação. Ananindeua: Knox Publicações, 2005, p.38-39.
[8] ALLMEN, J.J. Von. O culto Cristão – Teologia e Prática. Tradução: Dírson Glênio  Vergara dos Santos. São Paulo: Editora Aste, 2008, p.129.
[9] CHAMPLIN, Russel l Norman. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Tradução: João Bentes Marques. São Paulo: Editora Hagnos, 2011 – Volume 3 – H/L, p.784.