sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O Cânon e a Autoridade das Escrituras




IGREJA PRESBITERIANA DE RIACHÃO DO JACUÍPE – BA.
CURSO DE IDENTIDADE PRESBITERIANA
CONHECENDO A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER.
Rev. João Ricardo Ferreira de França.
ESTUDO 02:
O Cânon e a Autoridade das Escrituras
Introdução:
            Neste estudo estaremos estudando um tema de capital importância para o resgate de nossa identidade confessional se faz necessário conhecermos a formação da Revelação Especial de Deus; esta formação nós chamamos de Cânon, que por sua vez, indica o nosso padrão de crença; em outras palavras a Escritura Sagrada é Cânon de nossa fé e dentro desse processo lidamos também com o tema da autoridade das Escrituras Sagradas.
I – A DOUTRINA DO CÂNON CONSIDERADA (CFW.I, 3)
1.      A Definição do Cânon:
A palavra “cânon” é uma mera transliteração do termo grego “kanw,nkanôn – que significa vara reta, régua, regra. É uma palavra usada com referência para indicar a autoridade suprema da Bíblia sobre a vida dos cristãos. Ou seja, refere-se aos livros que compõem a Bíblia conforme conhecemos.[1] Uma definição mais lexical nos informa que a origem da palavra “cânon” é derivada
de uma raiz semítica [assírio Qanû; ugarítico:Qn; hebraico: hn<q;)( (Qâneh) ocorre 61 vezes no Antigo Testamento e é sempre empregada no sentido literal (veja-se 1 Rs 14.15; Jó 40.21; Is 36.6; 42.3; Ez 40.3,5,7), significando ‘cana’ (planta que era usada para medir e pautar) “balança” (Is.46.6) e também ‘a cana para trançar os cestos, ou bastão reto[2]
Esta palavra “Cânon” indica a nossa regra, o nosso limite e ainda mais, o nosso padrão; sendo todos estes sentidos aplicados à Palavra de Deus. Os que formam a Bíblia, exceto os livros apócrifos são a regra de nossa fé, o padrão que devemos sempre seguir.

2.      Critérios para a Canonicidade Bíblica:
Como saber se os livros que temos em nossa Bíblia são de fato os livros que comunicam a revelação de Deus. Quais critérios a Igreja usou para reconhecer os livros que traziam a revelação divina?
2.1  Critério da Apostolicidade: Se um livro fosse escrito por um apóstolo, ou alguém ligado ao apóstolo deveria ser tido e incluído na lista dos livros canônicos. P.e – O Evangelho de Marcos estava ligado a pregação de Pedro.
2.2   - Critério da Leitura Eclesiástica: Se um livro ou carta fosse lida pela maioria das igrejas deveria ser incluído como um livro canônico, a prática da leitura eclesiástica remonta-se ao período apostólico (Colossenses 4.16 e em 1 Timóteo 4.13).
2.3   - Critério da Harmonia Doutrinária: Nem livro ou epístola poderia contradizer os ensinos apostólicos já estabelecidos na igreja, se ocorresse tal contradição o livro deveria ser considerado como um livro sem assinatura ou apócrifo; pois, um livro apócrifo não tem autoridade na igreja de Deus porque contradiz doutrinas bíblicas importantes.
II – A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS (CFW. I.4,5)
            Uma vez que o Cânon é formado, logicamente seu conteúdo se torna autoridade na vida da Igreja de Cristo Jesus. Vale lembrar que a autoridade das Escrituras “repousa na inspiração”[3] o registro da revelação de Deus confere a autoridade à Palavra de Deus. O que Esta doutrina significa? Significa que toda a Palavra de Deus conforme está registrada é inerrante, e, não possui erros em nada do que se propõe dizer e ensinar, por isso, deve ser aceita como autoridade suprema na vida e no culto do povo de Deus.
1.      É uma Doutrina Atestada por Cristo: Em qualquer controvérsia ele usava a expressão “está escrito” indicando que a palavra final deve ser dada a Palavra inspirada por Deus. (Mateus 4. 4,6,710) Cristo ao usar a expressão “está escrito” usa um verbo grego “ge,graptai” – gégraptai –é um verbo no perfeito que indica uma ação contínua, significando “permanece escrito”, então, o Senhor Jesus está apelando para a autoridade da Bíblia como fonte autorizada da verdade. ”; todavia, o texto que podemos ver claramente a defesa da autoridade bíblica provinda dos lábios de Cristo é aquele de João 10.35: “E a Escritura não pode falhar”.
No texto de João 10. 35 nos chama a atenção o verbo “falhar” no grego temos “luqh/nai”- lythênai – é um verbo usado para descrever a quebra do sábado (Lucas 13.16), a ideia é de quebrar, ser quebrada, ou mesmo de ser diminuída a sua importância e valor. Cristo diz que toda a Escritura é a autoridade na vida da Igreja.[4]

2.      É uma Doutrina Atestada pelos Apóstolos: O Apóstolo Paulo atesta sobre a autoridade da Palavra de Deus ao declarar que os crentes de Tessalonicenses acataram a verdade por ele pregada, “não como palavras de homens, mas como palavra de Deus”( 1 Tessalonicenses 2.13). E, ainda o Apóstolo Pedro reconhece os escritos de Paulo como escritos cheios da autoridade do próprio Deus, ao colocar as cartas de Paulo no mesmo patamar das “demais Escrituras” (2 Pedro 3.15-16)
3.      É uma doutrina incitada pelo testemunho da Igreja: O testemunho que a igreja tem oferecido  sobre a Palavra de Deus pode nos conduzir satisfatoriamente para a doutrina da autoridade bíblica. Como se dá esse testemunho?
3.1 – Na experiência Apostólica: O apóstolo Pedro fala-nos disso em seu 2ª epístola no capítulo 1.19-21. Ele no começo do texto nos informa que teve uma experiência com o Cristo ressurreto no monte da transfiguração. E termina incitado à igreja que se apegue à palavra profética. E assim, ratifica o conceito autoritativo das Escrituras na vida da Igreja.
3.2 – Na própria suficiência da Palavra de Deus: 2 Timóteo 3.16. A Escritura é útil para:
Ensinar = “διδασκαλίαν ”[didaskalian] – a escritura é a nossa escola.
Repreender = “ἐλεγμόν”{elegmon} – indica que a escritura nos capacita para refutar o erro.
Corrigir = “ἐπανόρθωσιν”[epanorthosin] – aponta para a ideia de colocar na linha, deixar reto.
Educar = “παιδείαν” [paideian] – Treinamento, instrução e disciplina

4.      O Testemunho Interno do Espírito Santo aponta para a autoridade das Escrituras: Não importa a quantidade de evidências que se apresente ao cético ou incrédulo para que creiam na autoridade das Escrituras, a Confissão de Fé de Westminster nos lembra que apenas o Espírito Santo pode oferecer plena certeza da autoridade das Escrituras. Um dos grandes defensores desta verdade foi John Owen, teólogo puritano, que “pressupunha uma afinidade e correspondência diretas entre a mente divina e a mente humana, de forma tal que Deus é capaz de falar conosco por meio de palavras, e nós, dentro dos limites de sua própria auto-revelação, podemos compreendê-lo em nossos pensamentos.”[5] Como isso ocorre?
4.1   – O Espirito Santo Guia a Igreja: O Espírito Santo é quem guia a Igreja na verdade e pela verdade isso nós aprendemos na Palavra de Deus em João 16.13-14. O papel do Espírito Santo não deixar a Igreja na ignorância mas guiá-la pra a luz da verdade do evangelho de Deus. Ele nos capacita a crermos nas Escrituras. Como nos diz Packer citando John Owen: “O Espírito Santo iluminou nossas mentes, produziu em nós a fé, capacitando-nos a crer nas Escrituras”[6]
4.2   O Espírito Santo é Mestre da Igreja: Paulo em 1 Coríntios 2.10-12, um dos objetivos do Espírito Santo que nos foi outorgado [dado] é que venhamos conhecer mais e mais a revelação de Deus nas Escrituras. Este é o ensino cristalino da Palavra de Deus sobre a Autoridade da Sagrada Escritura e relação com o Espírito Santo.
Questionário:
1)      O que significa a palavra Cânon?
2)      Quais critérios foram usados pela igreja para estabelecer o cânon que possuímos?
3)      Segundo a Confissão de Fé de Westminster como devem ser empregados os livros apócrifos? Explique.
4)      Onde repousa a autoridade das Escrituras Sagradas?
5)      A doutrina da autoridade das Escrituras é fruto do fundamentalismo cristão? Justifique sua resposta:
6)      Como a igreja nos incita à crença na autoridade das Escrituras?
7)      Como o Espírito Santo testifica em favor da Autoridade das Escrituras?
8)      Você subscreve as declarações estudadas nestas seções da CFW?




[1] ANGLADA, Paulo R. B. Sola Scriptura – A doutrina Reformada das Escrituras. São Paulo: Os Puritanos, 1998, p.33-34.
[2] COSTA, Herminstem Maia Pereira da. Inspiração e Inerrância das Escrituras. São Paulo: Cultura Cristã, 1998, p.18-19
[3]PACKER, James I. Vocábulos de Deus. São Paulo: FIEL, 2002, p.33.
[4] SCHWERTLEY, Braian. O Modernismo e a Inerrância Bíblica.  Tradutora: Denise Meister. Recife: Os Puritanos, 2000, p.30-31
[5] PACKER, J.I. Entre os Gicantes de Deus – Uma Visão Puritana da Vida Cristã. São Paulo: Editora fiel,1996, p.88.
[6] Ibid, p.100.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Quem deve pregar a Palavra de Deus?

QUEM DEVE PREGAR A PALAVRA DE DEUS?
Rev. João Ricardo Ferreira de França.
           
            Em nossos dias existe uma expansão demasiada do conceito de que qualquer pessoa da Igreja pode realizar e ministrar uma pregação à Igreja de Cristo. Os leigos são despertados para pregarem. Mas, diante disso, surge-nos um questionamento: Quem deve pregar a Palavra de Deus? Claro, estamos nos referindo a uso da tribuna eclesiástica – do Púlpito.
            Quem deve subir no púlpito e pregar a Palavra de Deus à Igreja? Muitos têm dito: os seminaristas, diáconos, leitores de teologia, membros da igreja também. Mas, será?

            1.1 - Confissão Helvética (1536):
“[...] que os mistérios das Escrituras sejam diariamente expostos e explicados por ministros qualificados [...]”
“Dita Igreja não reconhece outro ministro exceto aquele que Prega e administra os sacramentos
            1.1.3 - A Confissão de Genebra (1536 – escrita por João Calvino):
Nós não reconhecemos a outros pastores na Igreja senão aos pastores fiéis da Palavra de Deus, que alimentam as ovelhas de Cristo [...]” “Nós cremos que os Ministros da Palavra de Deus e os Presbíteros e Diáconos, devem ser eleitos aos seus respectivos ofícios mediante uma eleição legal da Igreja [...]”          
            1.1.4 - Confissão de Fé Francesa (1559):
“[...] nós cremos que a ordem da Igreja, estabelecida por sua autoridade, deve ser sagrada e inviolável, e que, portanto, a Igreja não pode existir sem pastores para a instrução, a quem devemos respeitar e escutar reverentemente, quando eles tem sido chamados de maneira apropriada e exercem seu ofício fielmente”.
            Todas as confissões aqui de forma incontestável estabelecem que o pastor é o único ministro da Palavra que possui a prerrogativa de proclamação como de ministração dos sacramentos [ Batismo e Eucaristia].
           
PERGUNTA 158: Por quem deve ser pregada a Palavra de Deus?
RESPOSTA: A Palavra de Deus deve ser pregada somente pelos que foram suficientemente dotados e devidamente aprovados e chamados para tal ofício.
            O nosso catecismo reconhece que apenas os Ministros da Palavra devem pregar. O ponto fundamental aqui é que muitas de nossas igrejas fazem escalas da pregação para que os presbíteros regentes preguem, um diácono, um seminarista e assim por diante, mas os padrões de Westminster, de modo particular, o catecismo Maior reconhece que a Palavra de Deus deve ser pregadaSOMENTE  PELOS QUE FORAM suficientemente dotados e devidamente aprovados e chamados para tal ofício.
            Isso tem gerado muito debate nos círculos evangélicos da atualidade – a publicações de livros que incentivam a pregação leiga tem abarrotado as livrarias de modo geral. Mas, precisamos dizer que a pregação leiga não é bíblica, não tem apoio da tradição reformada, e não é autorizada pelos padrões confessionais.
            David Martyn Lloyd-Jones nos lembra algo interessante sobre este assunto:
[...] Quem deve realizar a Pregação? O primeiro princípio que gostaria de afirmar é que nem todos os crentes são destinados  a fazer isso, nem todos os homens crentes devem pregar, e de maneira alguma as mulheres! Noutras palavras, precisamos considerar o que se chama ‘pregação leiga’. Isto já vem sendo praticado de modo bastante comum há cem anos ou mais. Antes, era uma prática comparativamente rara, mas hoje é muito comum. Seria interessante examinamos a história dessa prática, mas o tempo impede de fazê-lo. Novamente, o mais interessante a ser observado é que esta mudança resultou de causas teológicas. Foi a mudança na teologia do século passado, de uma atitude reformada e calvinista para uma postura essencialmente arminiana, que provocou o aumento da pregação de leigos. A explicação dessa causa e efeito é que, em última análise, o arminianismo é não-teológico. Eis porque a maioria das denominações evangélicas  da atualidade são igualmente não-teológicas. Sendo esse o caso, não deve nos surpreender o fato de que predominem em nossos dias o ponto de vista de que a pregação está aberta a todo homem e posteriormente, a qualquer mulher. Minha asserção é que esta é uma perspectiva antibíblica sobre a pregação.[1] 
            A pregação leiga – homem da igreja, presbítero regente, diácono, seminarista – é fruto da perspectiva arminiana que deseja dar aos ‘novos convertidos o que fazer na igreja’, e assim, ignorando completamente a noção de vocação para o ministério da Palavra.
            O dr. Vos comentando a pergunta 158 do Catecismo Maior de Westminster lembra-nos que:
Quem não for ministro ordenado ou licenciado pode testemunhar de Cristo em particular ou em público, conforme a oportunidade o permita, mas a pregação pública oficial da Palavra na Igreja deve ser feita apenas por aqueles devidamente separados para esta obra. Claro está que a pregação da Palavra é uma obra de importância muito grande. São necessárias as qualificações apropriadas para que seja feita de maneira adequada. Há qualificações espirituais, intelectuais e educacionais sobre as quais se deve insistir para que a igreja tenha um ministério adequado. [2]

            Esta posição confessional da Igreja é a posição histórica do presbiterianismo, o Dr. Roger Smalling responde a questão do catecismo Maior de Westminster sob os seguintes termos:
Aparece uma ligeira ambigüidade nesta declaração. Tradicionalmente, se tem entendido que o Catecismo Maior de Westminster delega aos Presbíteros Docentes ordenados, ainda que, o termo Pastor ou Ministro não se use aqui. Mas, depois disto tudo, que aconteceria se um Presbítero Regente pudesse pregar melhor que um Presbítero Docente qualquer? A Assembleia da PCA[3] de 1979 responde:
Recomendação Nº 4:
A Assembleia Geral reafirma a posição Presbiteriana histórica conforme expressa no Catecismo Maior em sua pergunta 158, que ninguém deve pregar o Evangelho senão aqueles que são chamados e dotados por Deus; e que, por conseguinte, somente aqueles homens que são apropriadamente ordenados ou licenciados podem pregar nos púlpitos da PCA; e que aos Presbíteros Regentes se lhes permite e anima a renovar a prática histórica de exortar ao povo de Deus. (Adotado, p.457-458).
            Esta recomendação uni-se com a recomendação de Número 5 que trata da relação do Pastor com o Conselho. Disto nós vemos que a PCA considera o púlpito como o domínio habitual do Presbítero Docente, não obstante, o Presbítero Regente pode exercer qualquer dos dons ministeriais de exortação que possua em outros domínios e circunstâncias.
            Na PCA, não se aceita a prática de programar dentro das agendas de pregação regulares da igreja, aqueles que não são ordenados como Presbíteros Docentes.[4]
            Será que existe alguma evidência Bíblica para a posição de que apenas os presbíteros docentes [ministros, pastores, bispos] proclamem a palavra de Deus no culto público?
            O ponto é que a pregação neotestamentária é marcada pelo ensino. O verbo grego didaskw –didaskô – [ensino]  é usado noventa e sete vezes no Novo Testamento. No uso deste verbo pode-se classificar o seguinte: Quando se refere à fé cristã: este verbo “didaskw” tem como sujeito o Senhor Jesus, sendo usado 48 vezes (Marcos.8.31 e 9.31); os apóstolos (dezoito vezes), o Espírito Santo (Lucas 12.12; João 14.26; 1 João 2.27); Timóteo (1 Timóteo 4.11 e 6.2); João Batista (Lucas 11.1); o cego que havia sido curado por Jesus , o qual foi acusado pelos fariseus  de estar querendo ensiná-los (João 9.34); Apolo que ensinava de modo preciso na sinagoga (Atos 18.25)[5]
            Todas as referências nas quais este verbo aparece parece indicar ofício específico do ministro da palavra.
            Agora um vocábulo que aparece na Palavra de Deus que parece ser imperativo nesta questão é o termo Arauto. No grego temos a palavra “khrux”- keryx – aponta para aquele que leva uma mensagem autorizada – um porta-voz oficial. Qual é o sentido do emprego desta palavra, era usada para descrever “o homem que é comissionado pelo seu soberano, ou pelo estado, para anunciar em voz alta alguma notícia, a fim de torná-la conhecida”.[6]  
            O uso do verbo relacionado a esta função de arauto “kerussw”- keryssô – e na leitura que fazemos do Novo Testamento nós percebemos o seguinte que o uso deste verbo se aplica:
a) Apenas a Cristo ou a alguém comissionado por Deus para o ministério da pregação ( Romanos10.15; pois, somente estes têm a autoridade divina de se apresentar publicamente para falar em nome de Deus.
b) Nos Evangelhos apenas João Batista é assim apresentado como proclamador enviado da parte de Deus(Mt 3.1: Mc. 1.4; Lc.3.3) – sendo ele um profeta do antigo pacto.
c) Jesus é apresentado como o proclamador supremo (Mt.4.17,23;9.35;11.1; Mc1.14,38,39; Lucas 4.18,19,44.8.1)
d) Os apóstolos comissionados por Jesus  (Mt.10.7,27; Mc 3.14; 6.12; 16.15,20; Lc.9.2; 12.13.).
            Todos estes textos apresentam que os sujeitos do verbo “kerussw”- keryssô eram comissionados pelo Senhor. Paulo Anglada nos lembra:
Sempre que outras pessoas aparecem como sujeitos do verbo “kerussw”- keryssô nos evangelhos, estão desobedecendo a Cristo e, nesses casos, o conteúdo da pregação  deles é uma cura. Há três exemplos dessas pregações desautorizadas nos evangelhos. Um deles é em Marcos 1.45, quando o leproso é expressamente proibido por Jesus, saiu propalando que havia sido curado, de sorte que Jesus acabou impedido de entrar livremente na cidade. Outra ocorrência é encontrada em Marcos5.20 e Lucas 8.39, onde se ler que o endemoninhado geresareno, libertado por Jesus, ao invés de apenas relatar o acontecido (;agge,llw [angello], em Marcos e dihge,omai[diegeomai] em Lucas) aos seus familiares (a sua casa), como Jesus havia ordenado, saiu a proclamar (“kerussw”- keryssô) como arauto o acontecimento na cidade em que vivia. O último exemplo, em Marcos 7.3, refere-se às pessoas que haviam presenciado a cura de um surdo mudo, também contrariando a ordem expressa de Jesus de não contarem (le,gousin - legousin) a ninguém o ocorrido.[7]
           
            Então está claro que apenas os que são chamados para a pregação – proclamação – são os ministros [presbíteros docentes] e que ninguém mais pode se intrometer neste ofício e ministério, se não for vocacionado.
          3 –  OS LEITORES DE SERMÕES.
            Diante disso alguns poderão dizer: Então o que fazer em uma igreja em que o Pastor precise se ausentar? E o seminarista qual é a função dele? A prática da Igreja sempre foi usar a leitura de sermões. A prática da leitura remonta-se ao apóstolo dos gentios, pois, “encontramos já em São Paulo a exortação a que se leiam as suas cartas quando das assembléias litúrgicas”.[8]
             Era uma prática comum na igreja antiga. Somos informados que na Antiga Igreja Cristã, “o leitor era alguém que lia as lições”[9] Então, se pastor precisar se ausentar da igreja e não possui nenhum ministro auxiliar, é seu dever deixar um sermão para ser lido, estudado com antecedência com algum presbítero regente ou seminarista – pois, eles não foram chamados para o domínio do púlpito da igreja.


[1]  LLOYD-JONES, David Martyn.  Pregação e Pregadores. Tradução: João Bentes Marques. São Paulo: Editora Fiel,  2008, p.97-98
[2] VOS, Johannes Geerhardus. Catecismo Maior Comentado. Tradução: Marcos Vasconcelos. São Paulo: Editora Os Puritanos, 2007, p.508.
[3] PCA = Igreja Presbiteriana da América.
[4] SMALLING, Roger. As Distinções Entre os Presbíteros Docentes e Regentes. Tradução: João Ricardo Ferreira de França. São Raimundo Nonato – Piauí: Centro de Estudos Presbiterianos, 2011, p. 11.
[5] ANGLADA, Paulo. Introdução à Pregação Reformada – Uma investigação Histórica  sobre o Modelo Bíblico-Reformado de pregação. Ananindeua: Knox Publicações, 2005, p.33.
[6] COENEN, Lothar, “khru,ssw”. In: Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, vol.3, Ed. Lothar Coenen e Colin Brown, Tradução de Gordon Chown. São Paulo: Editora Vida Nova, 1993, p.741.
[7] ANGLADA, Paulo. Introdução à Pregação Reformada – Uma investigação Histórica  sobre o Modelo Bíblico-Reformado de pregação. Ananindeua: Knox Publicações, 2005, p.38-39.
[8] ALLMEN, J.J. Von. O culto Cristão – Teologia e Prática. Tradução: Dírson Glênio  Vergara dos Santos. São Paulo: Editora Aste, 2008, p.129.
[9] CHAMPLIN, Russel l Norman. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Tradução: João Bentes Marques. São Paulo: Editora Hagnos, 2011 – Volume 3 – H/L, p.784.


quarta-feira, 6 de julho de 2016

A GRANDE TRIBULAÇÃO E O ANTICRISTO

A GRANDE TRIBULAÇÃO E O ANTICRISTO
Mateus 24.1-11, 23-26.
Rev. João Ricardo Ferreira de França.
INTRODUÇÃO:
            O nosso Estudo neste momento se ocupa do tema que ainda envolve a Grande Tribulação. Nesta fase precisamos tratar da relação entre o tema da Tribulação e o surgimento do Anticristo.
            Alguns sistemas de escatologia propõem como temos visto que a Grande Tribulação é um evento futuro e que tudo relacionado a este assunto deve ser futurista; entretanto, conforme temos observado, o assunto em si tornam-se, mas lúcido se considerarmos A Grande Tribulação como sendo uma predição que ocorreu na destruição do Templo de Jerusalém no ano 70 AD.
            Vale salientar que o surgimento do Anticristo, segundo, Jesus precede algumas coisas apresentadas no sermão escatológico de Mateus 24. Entre as quais encontramos o crescimento da apostasia dentro da Igreja Cristã.
I – A APOSTASIA NA IGREJA PRIMITIVA SINAL DO ANTICRISTO.
            Geralmente se estuda a Igreja primitiva como se fosse uma igreja quase perfeita, mas quando nos aproximamos. A apostasia começou na igreja primitiva logo muito cedo conforme vemos em Atos 15. Onde a Salvação estava vinculada a obeservância de preceitos judaicos. A heresia em si não ficou neste contexto, o Apóstolo Paulo precisou lidar com este tema em Gálatas (Gálatas 1.6-9;2.5,11-21;3.1-3; 5.1-12).
            O Apóstolo Paulo exortou as igrejas de Éfeso a serem cautelosos com os falsos ensinos que poderiam levar a Igreja à Apostasia (Atos. 20.28-30).
            Quando o apóstolo João escreve o livro de Apocalipse revela-nos que muitas igrejas já haviam sucumbido à apostasia (Apocalipse 2.2,6,14-16,20-24; 3.1-4,15-18).  Devemos apresentar neste instante um quadro geral das heresias que infiltram-se na Igreja primitiva:
HERESIA
PASSAGEM BÍBLICA
Ressurreição final já havia ocorrido
2ª Timóteo 2.18
A Ressurreição era impossível
1ª Coríntios 15.12
Asceticismo e adoração aos anjos
Colossenses 2.8, 18-23; 1 Timóteo 4.1-3
Imoralidade e rebelião em nome da “liberdade”
2ª Pedro 2.1-3,10-22; Judas   4,8,10-13,16
A tolerância dos falsos mestres e “falsos apóstolos”
Romanos 16.17-18; 2 Coríntios 11.3-4, 12-15; Filipenses 3.18-19; 1 Timóteo 1.3-7; 2 Timóteo 4.2-5
Apostasia crescia a medida que o tempo passava
1ª Timóteo 1.19-20; 6.20-21; 2 Timóteo 2.16-18; 3.1-9,13; 4.10,14-16

II – O ANTICRISTO SEGUNDO O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO.
            Toda a apostasia era encarada como sendo o “anticristo” este era o termo que os cristãos primitivos usavam para todo o desvio da doutrina e da fé da igreja. Mas, onde aparece o termo Anticristo na Bíblia? Uma questão importante precisa ser levantada aqui: o termo “anticristo” nunca aparece no apocalipse.
2.1 – O Anticristo Futuro?
            Outra questão é que em muitos sistemas particulares o “anticristo” é tomado como um indivíduo particular e com isso associam o número 666 como sendo uma referência a alguém que surgirá no futuro.
O TERMO “ANTICRISTO” NO NOVO TESTAMENTO
1 João 2.18-19,22-23,26
A apostasia = anticristo
1 João 4.1-4
Falsos mestres e falsos profetas
2 João 7-11
A negação da doutrina da encarnação

2.2 – A Conclusão do Novo Testamento sobre O Anticristo:
a.       os cristãos já haviam sido advertidos sobre a vinda do Anticristo (1 João 2.18; 4.3)
b.      Não há apenas um “anticristo”, mas vários (1 João 2.18)
c.       O “anticristo” já agia nos tempos de João (1 João 2.18; 1 João 2.26; 1 João 4.3; 2 João 1:7)
d.      O anticristo era um sistema de crenças que negava a encarnação: Ainda que os anticristos aparentemente afirmassem pertencer ao Pai, ensinavam que Jesus não era o Cristo (1João 2.22); estando de acordo com os falsos profetas (1 João 4.1), negavam a Encarnação (1 João 4.3; 2 João 7,9); e rejeitavam a doutrina apostólica (1 João 4.6).
e.       Os Anticristos foram membros da igreja: 1 João 2.19; eles tentavam enganar o restante dos cristãos 1 João 2.26; 4.1; 2 João 7,10.
O cumprimento de Mateus 24 é claro pelo ensino do Novo Testamento sobre o anticristo conforme Jesus mesmo disse em Mateus 24:10-11.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

ESCATOLOGIA INDIVIDUAL

II – ESCATOLOGIA INDIVIDUAL – UMA PERSPCTIVA CRISTÃ DA MORTE
Rev. João Ricardo Ferreira de França*

            Neste módulo vamos estudar o tema relacionado a visão cristã sobre a morte e tudo que se aplica a ele de acordo com o ensino das Escrituras Sagradas.
2. – A Morte Física:
            O que é a morte? O que ocorre depois dela? Estas são questões pertinentes ao futuro. A morte é um tema que quase todos nós ignoramos ou não gostamos de tratar, mas devemos lembrar que há cada vinte segundo morre uma pessoa. Ou seja, três mortes a cada minuto.[1]
            Qual é o caráter básico da morte? Devemos reconhecer que a morte não é algo natural em nossa vida, mas é resultado da queda do homem no pecado conforme lemos em Gênesis 2.17; Hebreus 9.27. E sabemos que a morte é si é emblema de que Adão fracassou em simplesmente obedecer a Deus (Gênesis 3.9).
2.1 – A Natureza da Morte:
Qual é a natureza da morte? Podemos oferecer várias respostas bíblicas para esta questão. A morte é a dissolução da unidade entre o espírito e o corpo (Eclesiastes 12.17). No original grego, a palavra traduzida por morte é “qana,toj” (thanátos) que literalmente significa separação. A morte resulta na cessação de qualquer atividade na terra. Também deve-se ter em mente que a morte é a passagem para a eternidade (Lucas 16.19-31). O termo também pode designar o estado espiritual do pecador: Ou seja, longe de Cristo o homem está separado de Deus.
2.2  – O Conceito / Ensino de Cristo sobre a Morte:
Em muitas ocasiões o Senhor Jesus fez referência à morte como se fosse um sono (Mateus 9.24; Marcos 5.39; Lucas 8.52; João 11.11). A questão que levanta-se é a seguinte: Estaria Jesus afirmando haver um sono da alma? Na verdade é uma metáfora para descrever o estado transitório de cessação das atividades realizadas pelo corpo. Jesus também apresentou o conceito da incredulidade como sendo um estado de morte (João 5.21-25).
2.3  – O Ensino Paulino da Morte.
No pensamento de Paulo encontramos conceitos similares ao de Jesus sobre o sono da Alma ( 1ª Tessalonicenses 4.13) usado como sendo uma metáfora, pois, faz referência à ressurreição dos mortos. Ele também, em seu pensamento, apresenta a morte como sendo resultado do pecado (Romanos 5.12; 6.23); O apóstolo também ensina que, dentro do propósito de Yahweh, Jesus destruiu a morte (2ª Timóteo 1.10), mas tal realidade será de fato consumada na ressurreição do último dia (1ª Coríntios 15.26,54); no pensamento paulino a morte não é uma derrota para o cristão, mas trata-se de uma vitória gloriosa (2ª Timóteo 4.6-8), ainda que seja um momento difícil é o Espírito Santo que nos oferece força para esta hora.
3        A Imortalidade da Alma.
Um dos temas que a Escatologia Individual se ocupa com grande preeminência é a doutrina da imortalidade da alma, visto que este ensino tem sido negado por muitas comunidades ditas cristãs se colocam contra este ensino (p.e. Adventistas, Testemunhas de Jeová).
3.1 – A Doutrina da Imortalidade da Alma no Antigo Testamento
Devemos ressaltar que “O conceito de imortalidade da alma foim desenvolvido nas religiões de mistério da antiga Grécia, e recebeu expressão filosófica nos escritos de Platão (427-347 a C.)”[2] Entretanto, encontramos também este conceito na primeira parte das Escrituras.
A ideia de imortalidade da alma está presente no Antigo Testamento. No Hebraico encontramos a palavra “queber” que significa sepultura, e a palavra “sheol” que indica a existência ou estado da alma após a morte. Tanto os justos e os ímpios vão para o seol depois que morrem; mas alguns textos apontam para condições diferente tanto para os justos, incluindo a esperança da ressurreição (Deuteronômio 32.22; Salmos 116.3; Provérbios 9.18; Jó 19.26-17; Salmos 49.15; Daniel 12.2)
3.2  – A Imortalidade da Alma no Novo Testamento.
O Novo Testamento a doutrina é claramente desenvolvida a ideia de imortalidade da alma.
a)      Jesus a firma a doutrina (Mateus 10.28;Lucas 16.19-31; Lucas 23.42-43)
b)      Moisés e Eles presentes na transfiguração revelam a imortalidade da alma (Marcos 9.1-4)
c)      Paulo também ensinou a imortalidade da alma (2ª Timóteo 4.1; Filipenses 1.21-23)
d)     João apóstolo tem uma visão dos fiéis no céu (Apocalipse 6.9-12)
IV – O ESTADO INTERMEDIÁRIO
            Nosso estudo neste momento se ocupa do estado intermediário que a disciplina escatológica trata. Que se refere ao “o estado do morto entre a morte e a ressurreição”[3] Chamamos  de  estado  intermediário  da  alma  o  período  ou  situação  da  alma  entre  o momento da morte e a parousia, quando haverá a ressurreição, o juízo final, a derrota final de Satanás e a nova criação. 
            Como se dá o estado intermediário? O que ocorre lá? Há uma existência continuada ou não? Se há de que forma a alma existe no estado intermediário? Se não há como tratar os textos que parecem indicar uma existência continuada pós-morte?
4.1 – É um estado consciente:
            A Palavra nos ensina que no mundo dos mortos o estado é de plena consciência. Isso significa que a consciência de uma pessoa que morre não é apagada no seu pós-morte; no mundo dos mortos (Estado intermediário) ela fica consciente, tanto no céu como inferno.
a)      O caso do Rico e Lázaro (Lucas 16.19-31).
b)      Os Mártires na igreja primitiva (Apocalipse 6.9-12).
4.2 – É um estado fixo:
            É um estado que não pode ser mudado. Não há como mudar de estado no pós-morte. Isso é claro pelas Escrituras sagradas:
a)      A condenação é certa no pós-morte quando não arrependeu em tempo (João 3.18)
b)      Não há como mudar de endereço no estado intermediário (Lucas 16.26).
4.3 – O Destino dos homens no Estado Intermediário:
            Onde de fato ficam os homens (justos e ímpios) quando morrem? O que acontece com as suas almas? Qual é a sua localização?
4.3.1 – Os Justos:
            Para onde vai o justo depois da morte? Onde eles estão no mundo dos mortos?
a)      Estão com Deus (Filipenses 1:23, Lucas 23:42, Atos 7:59, II Coríntios 5:1-8).
b)    Estão no paraíso (céu, seio de Abraão) - (I Contios 23:42, II Contios 12:4, Apocalipse 2:7).
c)    Estão em descanso (sentido de cessaram as lutas desta vida) - (Apocalipse 14:13,m 6:9-12)
4.3.2 – Os Ímpios:
a) Estão separados de Deus (Lucas 16:19-31, Mateus 25:31-46, Romanos 3:23)
b) estão sofrendo o castigo (Lucas 23:42, II Pedro 2:9, Romanos 6:23)
c) estão no Hades. O que é Hades? A palavra grega a[dej literalmente significa “não ver”. Refere-se ao mundo não visto, ao além. O Novo Testamento emprega esta palavra onze vezes, com o sentido de:
1)   Referência geral ao sepulcro (Atos 2:27-31, I Coríntios 15:55, Apocalipse 1:18, 6:8)
2)   Como referência ao lugar dos injustos mortos (Lucas 16:23, Apocalipse 20:14)
3)   Como referência ao sentido implícito de inferno (Mateus 11:23, Lucas 10:15, Mateus 16:18, Apocalipse 20:14).
Assim, concluímos que, tratando-se do estado intermediário dos ímpios, o termo “hades” adquire o significado de inferno.
4.4 – É um estado Incompleto:
            A Bíblia apresenta o Estado Intermediário como sendo incompleto conforme vemos nas seguintes passagens: As almas aguardam pela ressurreição – I Coríntios 15, Apocalipse 20:11-13.
5. Falsos Ensinos a respeito do estado da alma no pós-morte:
a) O Sono da Alma: Os textos usados para defender esta ideia (Mateus 9:24, Marcos 5:39, Lucas 8:52, João 11:11) conforme já vimos trata-se de uma metáfora para descrever a morte, é um eufemismo bíblico para o conceito da morte física. E já vimos que a alma não fica dormindo no estado intermediário conforme aprendemos pelos textos de Lucas 16.19-31). Os Mártires na igreja primitiva (Apocalipse 6.9-12).
b) A doutrina do Purgatório: É uma doutrina do romanismo que ensina tratar-se de um local ou estado da alma que não é o Céu nem o Inferno, em que a alma fica sofrendo. Não pode adquirir mérito para sair dali para o Céu, mas as missas e orações em favor do morto podem fazer isto.
1.      Os textos usados para fundamentar essa famigerada doutrina são II  Macabeus  12:43  -  Texto  apócrifo,  rejeitado  pelos  próprios  judeus.  Fere todo o ensinamento bíblico de outros textos, como Ezequiel 18:4, 20, 21, Hebreus 9:27, etc.
2.      Lucas 16 – Lázaro no seio de Abraão estaria no purgatório. O texto diz que Lázaro estava sendo consolado.
3.      Mateus 5:25-26 – Uma parábola em que o devedor é lançado na prisão até pagar tudo que deve. Não pode ser o purgatório, pois segundo o próprio dogma católico, lá ninguém pode pagar pelos próprios pecados.
4.      I Pedro 3:18-20 – Os espíritos em prisão aos quais Cristo pregou seriam os do purgatório. Na verdade, Cristo pregou nos dias de Noé aos espíritos aprisionados pelo pecado, através do próprio Noé.








* O autor é Ministro da Palavra e dos Sacramentos na Igreja Presbiteriana do Brasil. Atualmente é pastor na Igreja Presbiteriana de Riachão do Jacuípe – BA. Formou-se em Teologia Reformada no Seminário Presbiteriano do Norte (SPN) no Recife – PE. Foi professor de línguas bíblicas (Hebraico e Grego) no Seminário Presbiteriano Fundamentalista do Brasil em Recife – PE. É casado e tem dois filhos.
[1] HENDRIKSEN, William. A Bíblia Futura segundo a Bíblia. Tradução: Marcus Ferreira. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p. 27
[2] HOEKEMA, Anthony A. A Bíblia e o Futuro. Tradução: Karl H. Kepler. São Paulo: Casa Ed. Presbiteriana, 1989, p. 97.
[3] HOEKEMA, Anthony A. A Bíblia e o Futuro. Tradução: Karl H. Kepler. São Paulo: Casa Ed. Presbiteriana, 1989, p. 105